10 de jul. de 2010

Mapas de Indiferença

As preferências de um consumidor relacionadas com todas as combinações de alimentos e vestuário podem ser representadas por um conjunto de curvas de indiferença, que se denomina mapa de indiferença.
As curvas de indiferença “não podem se interceptar”. Se isso acontecesse iria de encontro às premissas do comportamento do consumidor.

Curvas de Indiferença

“Uma curva de indiferença representa todas as combinações de cestas de mercado que fornecem o mesmo nível de satisfação a uma pessoa” para a qual são indiferentes as cestas de mercado representadas ao longo da curva de indiferença.
As premissas básicas das preferências indicam que o consumidor poderá sempre manifestar sua preferência por uma determinada cesta em relação a outra ou a indiferença pelas duas. Essa informação serve para ordenar todas as alternativas de consumo.


A curva de indiferença é inclinada negativamente da esquerda para a direita. Essa forma da curva se explica com base na premissa “de que uma quantidade maior de qualquer mercadoria é sempre melhor do que uma quantidade menor”.

Premissas Básicas sobre Preferências

A preferência do consumidor apresenta as premissas a seguir, válidas para a maioria das pessoas na maior parte das situações:

1. Integralidade. As preferências são completas, ou seja, os consumidores podem comparar e ordenar todas as cestas de mercado. Para as cestas A e B preferirá A a B, B a A ou será indiferente.
2. Transitividade. Significa que se um consumidor prefere a cesta A a B e B a C, então ele prefere A a C.
3. Ter mais é preferível a ter menos. Os consumidores sempre preferem quantidades maiores de cada mercadoria. Logo nunca estão completamente saciados. Mais é sempre melhor, ou seja, desejável.

A Taxa Marginal de Substituição - TMS

Segundo a visão neoclássica, a declividade de uma curva de indiferença é chamada de taxa marginal de substituição (TMS).
Esse nome resulta do fato de esta medir a taxa exata à qual o consumidor está disposto a substituir um bem por outro (principalmente para melhorar seu consumo, por meio da satisfação).
A razão que define a taxa marginal de substituição descreverá sempre a declividade da curva de indiferença: a taxa à qual o consumidor está disposto a substituir um pouco mais de consumo do bem 2 em troca de um pouco menos de consumo do bem 1.
Contudo, a Taxa marginal de substituição é um número negativo.


Uma outra interpretação da TMS


O consumidor se encontra justamente na margem de estar disposto a “pagar” algo do bem 1 a fim de comprar algo a mais do bem 2. A declividade da curva de indiferença mede a propensão marginal a pagar.
Se você utilizar a TMS segundo a interpretação da propensão marginal a pagar, deve ter o cuidado de enfatizar tanto o “marginal” quanto a “propensão” .
A TMS mede a quantidade do bem 2 que estamos dispostos a pagar por uma quantidade marginal de consumo adicional do bem 1. Isso pode ser diferente da quantidade que você deve pagar realmente. Quanto você deve pagar depende do preço do bem considerado.
Quanto você está disposto depende somente de suas preferências.

5 de jul. de 2010

Análise de Custos


A análise de custo também é componente fundamental para a tomada de decisão do administrador. No curto prazo, ela o auxilia a planejar o nível mais lucrativo de produção e, no longo prazo, é importante para decisões quanto ao aumento ou redução do tamanho da empresa.

Curto Prazo x Longo Prazo:

Curto Prazo
Entende-se por curto prazo o período no qual a empresa pode alterar um ou alguns, mas não todos, insumos. Por exemplo, no curto prazo, uma empresa pode contratar mais funcionários e comprar mais matéria-prima, mas mantém inalterada sua planta produtiva e a quantidade de equipamentos.

Longo Prazo:

O longo prazo diz respeito à situação na qual todos os insumos podem ser alterados. Isto é, a empresa pode, além de contratar mais funcionários e comprar mais matéria-prima, aumentar ou diminuir a sua planta produtiva e a quantidade de equipamentos.
Comentário: A partir da definição de curto e longo prazo, depreende-se que, primeiro, a empresa esgota as possibilidades de produção alterando apenas alguns insumos, como matéria-prima e funcionários (curto prazo), para só depois modificar os demais insumos, como planta produtiva e bens de capital (longo prazo).

Custo
O custo de algo pode ser entendido como uma medida do sacrifício ocorrido para se fazer algo. Podemos classificá-lo segundo a finalidade para a qual as informações são usadas (contábil e econômico) e a possibilidade de alteração do curto prazo (fixo e variável).

Custo Contábil
Entende-se por custo contábil a quantia desembolsada pela empresa para produzir. O custo contábil é apurado para fins de relatórios financeiros.

Custo Contábil = Custos Explícitos

Exemplo: Uma empresa obteve receitas no valor de R$ 10.000,00, pagou R$ 4.000,00 de aluguéis e R$ 5.000,00 de salários. Determinar o custo e o lucro contábil.
Resolução:
Custos contábeis de R$ 9.000,00 (R$ 5.000,00 + R$ 4.000,00) e lucro contábil de R$ 1.000,00 (R$ 10.000,00 – R$ 9.000,00).

Custo Econômico
O custo econômico é avaliado para fins de tomada de decisão. Inclui, além do custo contábil (custo explícito), os custos implícitos, que compreendem os custos de oportunidade do tempo e do capital investido na produção.

Custo Econômico = Custos Explícitos + Custos Implícitos

Exemplo: Mister X era funcionário de uma empresa de informática e ganhava R$ 36.000,00 por ano. Ele decidiu abrir seu próprio negócio e investiu R$ 50.000,00 de suas economias, que poderiam ser aplicados à taxa de 10%a.a. No primeiro ano, a empresa obteve receita de R$ 81.000,00 e custos explícitos de R$ 40.000,00. Determinar o custo e o lucro econômico e comparar com o custo e o lucro contábil.
Resolução:
§ Custos contábeis de R$ 40.000,00 (custos explícitos).
§ Custos econômicos de R$ 81.000,00 (custos explícitos + custos
implícito)
- Custos explícitos = R$ 40.000,00
- Custos implícitos = R$ 41.000,00 (R$ 5.000,00, do capital investido, + R$ 36.000,00, do tempo ou salário abdicado).
§ Lucro contábil = R$ 41.000,00 (R$ 81.000,00 – R$ 40.000,00)
§ Lucro econômico = R$ 0 (R$ 81.000,00 – R$ 81.000,00)
Comentário: o lucro econômico é a diferença entre a receita e o custo econômico.

Custos Fixos (CF): são aqueles que não se alteram no curto prazo. Ou seja, não variam quando se aumenta ou reduz a produção.

Custos Variáveis (CV): alteram-se no curto prazo e, portanto, variam à medida que a produção da empresa aumenta ou diminui.

Comentário: O Custo Total (CT), no curto prazo, é a soma dos custos fixos com os custos variáveis.

Custo Total = Custos Fixos + Custos Variáveis

Exemplo: A Empresa W Ltda. paga R$ 10.000,00 pelo aluguel de equipamentos (leasing operacional com contrato de 2 anos) e R$ 20.000,00 pelo aluguel de instalações (contrato de 2 anos). Além disso, paga R$ 2.000,00 de salário, para cada um de seus 20 funcionários, e R$ 5.000 para cada lote de matéria-prima empregada (atualmente emprega 10 lotes na produção). Determinar o valor dos custos fixos, dos custos variáveis e do custo total.
Resolução:
§ Custos Fixos: R$ 30.000,00 (R$ 10.000,00, do leasing + R$ 20.000,00, aluguel das instalações).
§ Custos Variáveis: R$ 90.000,00 (20 x R$ 2.000,00 + 10 x R$ 5.000,00).
§ Custo Total: R$ 120.000,00 (R$ 30.000,00 + R$ 90.000,00).
Comentário: No longo prazo todos os custos são variáveis. Então, o custo total pode ser escrito como: Custo Total = Custos Variáveis.

Funções de Custo Total, Médio e Marginal:

Uma função de custo é uma relação matemática que indica o custo mínimo possível para produzir determinada quantidade de um bem ou serviço.

C = f (Q)

Função de Custo Médio:
Define o custo por unidade de produto. Em outras palavras, é a razão do custo pela quantidade produzida.

No horizonte de curto prazo, o custo médio por ser dividido em Custo Fixo Médio F C e Custo Variável MédioCV . A soma de CF com CV resulta no Custo Total Médio CT.

Função de Custo Marginal:
Define o quanto se adiciona ao custo quando se produz uma unidade adicional de um bem ou serviço.

Curva de Oferta da Empresa Competitiva no Curto Prazo:

A Curva de Oferta da empresa, no curto prazo, equivale à curva de custo marginal tomada a partir do segundo ponto, já que a empresa não teria incentivo econômico para produzir quantidades inferiores.

A Oferta no Longo Prazo:

Com a premissa de que o mercado é perfeitamente competitivo, no longo prazo, o Custo Marginal se iguala ao Custo Total Médio (Cm = CT ) , ou seja o lucro da empresa é igual a zero (L = 0) .
Cabe destacar que a possibilidade de lucro zero (lucro econômico igual a zero) no longo prazo não significa que as empresas não terão interesse em permanecer no mercado, uma vez que o custo marginal já incorpora a taxa de retorno esperada do capital (custo de oportunidade da economia). Dessa forma, o lucro econômico positivo significa estar acima do custo de oportunidade da economia, o que atrai novos concorrentes no mercado.

No longo prazo, como todos os custos são variáveis, para a empresa, valerá a pena produzir se R> ou = CT.
A Curva de Oferta no longo prazo será equivalente à Curva de Custo Marginal acima do ponto onde (Cm = CT ) .

Comentário: No longo prazo, só vale a pena a empresa produzir se a Receita for igual ou maior que Custo Total.
Adptado do Professor Marcelo Menezes Saraiva, por MSC. Idaildo Souza

Avaliação N2

Saudações a todos,

Estaremos completando a avaliação N2 com uma prova, no dia 08 de julho de 2010.

Não esqueçam de revisar o conteúdo.

Todas as atividades deverão ser revisadas, assim como, os conteúdos ministrados na sala e disponibilizadas na fotocopiadora.


Cordialmente,


Msc. Idaildo Souza da Silva

Equilíbrio de Mercado


Entende-se por equilíbrio de mercado a situação em que a demanda por bens ou serviços se iguala à oferta. O equilíbrio reflete a situação em que o preço é determinado pelas forças de mercado e não se altera a menos que haja mudança na curva de demanda ou oferta.

Equilíbrio de Mercado ► Demanda = Oferta

Mercado fora do equilíbrio:

Em um mercado suficientemente competitivo, se o preço estiver acima do preço de equilíbrio, haverá excesso de mercadorias (oferta maior que demanda) e as empresas não terão incentivos
para produzir aquela quantidade. Assim, preço e quantidade produzida reduzem e o mercado alcança o equilíbrio. Caso o preço esteja abaixo do preço de mercado, a demanda será maior que a oferta e a mercadoria se tornará mais escassa. Com isso o preço aumenta e a quantidade demandada reduz, trazendo a economia para o equilíbrio.

Excedentes do Consumidor e Produtor:

Pode-se definir excedente do consumidor como a diferença entre o preço que o consumidor estaria disposto a pagar (preço de reserva) e o preço efetivamente pago (preço de mercado). O excedente do consumidor representa o benefício que o consumidor obtém quando paga um preço inferior ao que estaria disposto a pagar. O excedente também pode ser utilizado como medida do bem-estar. Quanto maior o excedente, maior o bem-estar.

Como calcular o excedente do consumidor:
O excedente do consumidor pode ser calculado tomando-se a área abaixo da curva de demanda e acima da linha que passa pelo preço de equilíbrio. Se a função de demanda for linear, pode-se calcular o excedente pela equação:

EC = (Pmáx – P*) x Q*/2
Excedente do Produtor:

O excedente do produtor pode ser definido como a diferença entre o preço que o produtor estaria disposto a vender (preço de reserva) e o preço de venda (preço de mercado). O excedente do produtor representa o benefício que o produtor obtém por vender seu produto a um preço superior ao que estaria disposto a vender. Quanto maior o excedente do produtor, maior o seu bem-estar.

Como calcular o excedente do produtor :

O excedente do produtor pode ser calculado tomando-se a área abaixo da linha que passa pelo preço de equilíbrio e a acima da curva de oferta. Se a função de oferta for linear, pode-se calcular o excedente pela equação:

EP = (P* – Pmín) x Q*/2

Excedente total da economia:

O excedente total da economia é a soma dos excedentes do consumidor e produtor. Quanto maior o excedente da economia, maior o bem-estar.

ET = EC + EP

Excedente do Governo

Na seção anterior vimos como se calcula os excedentes do consumidor e produtor em uma economia sem Governo. Quando adicionamos o Governo, temos de incluir sua receita tributária. Dessa forma, ambos os excedentes do consumidor e do produtor diminuem. Além isso, a entrada do Governo gera uma queda no excedente total da economia, uma vez que produz uma perda de peso morto (cunha fisca l).

O produtor recebe pela mercadoria um preço inferior ao preço de equilíbrio, uma vez que também deverá pagar tributos (PV

3 de jul. de 2010

Economia da Produção

Como foi visto, a análise da demanda permite à empresa estimar receitas e vendas, além de compreender o comportamento dos consumidores do seu produto. Além disso, possibilita a tomada de decisão quanto à quantidade de insumos que deverá ser utilizada na produção do bem. Cabe à empresa, por meio da análise da produção, determinar o tipo e quantidade de recursos que deverão ser empregados na produção. Feito isso, iremos adicionar a restrição tecnológica para resolver o problema da empresa: maximizar o lucro.

Produção
Entende-se por produção a criação de um bem ou serviço que possua valor para o consumidor. Assim sendo, a empresa deve se ocupar em produzir bens e serviços que sejam demandados pelos consumidores.

Função de Produção e Tecnologia
A função de produção define o máximo que pode ser produzido a partir de uma certa quantidade de insumos e de uma dada tecnologia. A tecnologia representa a forma como são utilizados os insumos, isto é, diz respeito à qualidade da mão de obra, equipamentos utilizados e processos de produção. É a função de produção que define a tecnologia empregada pela empresa.

Produto Marginal
Representa o quanto se acrescenta na produção quando se adiciona uma quantidade de insumo.

Produto Médio
Dada uma escala de produção Q e um nível de insumos I, o produto médio representa o
quanto se acrescenta, em média, na produção quando se adiciona uma quantidade de insumo.

26 de jun. de 2010

Sugestão para correção dos trabalhos

Universidade Federal do Acre
Coordenação de Economia
Disciplina: ECONOMIA NEOCLÁSSICA I
Professor: MSc. Idaildo Souza da Silva


Com base no texto sugerido para consulta (Manual de Economia – Equipe de Professores da USP - capítulo: 7, faça o que se pede:
Marque Verdadeiro ou Falso
1. Mapa de produção é definida como um conjunto de isocusto.
( ) Verdadeiro ( ) Falso
resposta: Falso
2. Escala de produção é o ritmo de variação da produção, respeitada certa proporção de combinação entre os fatores.
( ) Verdadeiro ( ) Falso
resposta: Verdadeiro
3. Os rendimentos crescentes de escala ocorrem quando a variação na quantidade do produto total é menos do que proporcional à variação da quantidade utilizada dos fatores de produção.
( ) Verdadeiro ( ) Falso
resposta: Falso
4. A diferença entre a função de produção de curto prazo e a de longo prazo é que a primeira é caracterizada pela existência de pelo menos um fator fixo, enquanto que na segunda somente existe fatores variáveis.
( ) Verdadeiro ( ) Falso
resposta: Verdadeiro
5. Curva de possibilidade de produção é a linha na qual todos os pontos revelam as diferentes possibilidades de dois produtos serem fabricados de forma combinada em determinado período com a quantidade de fatores que a firma possui.
( ) Verdadeiro ( ) Falso
resposta: Verdadeiro

Marque a alternativa correta
6. No modelo de determinação do emprego, qual o custo de oportunidade das horas trabalhadas para o indivíduo?
a. O salário ofertado pelo empregador
b. O salário demandado pelo empregado
c. As horas perdidas de lazer
d. A desutilidade marginal do trabalho
e. A utilidade marginal da renda
resposta: c

7. Com relação às propriedades das isoquantas, assinale a alternativa errada:
a. São decrescentes da esquerda para a direita;
b. A uma família de isoquantas se dá o nome de mapa de produção;
c. São côncavas com relação à origem dos eixos cartesianos;
d. Não se cruzam nem se tangenciam;
e. A taxa marginal de substituição técnica entre os fatores é sempre negativo.
resposta: c

8. Assinale a alternativa correta:
a. A produtividade média é máxima quando o produto total também é máximo;
b. A produtividade marginal é nula quando o produto total atingir seu máximo;
c. Produtividade marginal é a relação entre o produto e a quantidade de um fator de produção;
d. Produtividade média é a variação do produto sobre a variação da quantidade de um fator de produção;
e. Após o produto total alcançar seu máximo, a produtividade média pode tornar-se negativa.
resposta: b

9. Com relação à Lei dos Rendimentos Decrescentes, assinale a alternativa correta:
a. É constante, com a observação de que há limites à producao atingível, quando quantidades crescentes de um só fator são aplicadas à quantidades de outros;
b. Refere-se a produtos extras sucessivamente mais abundantes, obtidos pela adição de medidas iguais de um fator variavel a uma quantidade constante de um fator fixo;
c. Descreve o sentido geral e a taxa de mudança na produção da firma, quando é fixada a quantidade de recursos;
d. Refere-se a produtos extras sucessivamente mais reduzidos, obtidos pela adição de medidas iguais de um fator variável a uma quantidade constante de um fator fixo;
e. Explica o formato da curva de custo médio de longo prazo.
resposta: d

10. A função produção sofrerá alterações sempre que:
a. A tecnologia predominante sofrer modificações;
b. Os preços dos fatores de produção se alterem;
c. A firma elevar seu nível de produção;
d. A demanda elevar-se;
e. A empresa empregar mais de qualquer fator de produção variável.
resposta: a

11. Assinale a alternativa falsa:
a. Rendimentos de escala supõem que nenhum fator de produção se mantém fixado;
b. Quando aumentamos todos os fatores de produção e com isso a produtividade média dos fatores se reduz, temos rendimentos decrescentes de escala;
c. O conceito de rendimentos decrescentes de escala é o mesmo que o da lei dos rendimentos decrescentes;
d. A lei dos rendimentos decrescentes prevalece quando tivermos pelo menos um fator de produção fixo;
e. A lei dos rendimentos decrescentes diz que, se tivermos um fator de produção fixo, ao aumentarmos a quantidade do fator variável, a produção cresce inicialmente a taxas crescentes, depois decrescentes, para finalmente cair.
resposta: c
12. Com relação à curva de custo marginal, assinale a alternativa errada:
a. É o valor tangente da curva de custo total em cada ponto desta;
b. Sempre cruza a curva de custo médio em seu ponto de mínimo;
c. Sempre cruza a curva de custo variável médio em seu ponto de mínimo;
d. É a soma do custo variável total com o custo fixo total;
e. É o custo de se produzir uma unidade extra de um produto.
resposta: d

13. Se conhecemos a função produção, o que mais precisamos saber a fim de conhecer a função custos?
a. O preço dos produtos;
b. O custo dos fatores e como se pode esperar que esses custos variem;
c. A relação entre a quantidade produzida e a quantidade de fatores necessária para obtê-la;
d. Todas as alternativas acima;
e. N.d.a.
resposta: b

14. Se o custo marginal exceder a receita marginal, no intervalo em que o custo marginal é crescente, a firma deve:
a. Contrair a produção até que a receita marginal iguale o lucro marginal;
b. Expandir a produção até que o custo marginal iguale a receita marginal;
c. Contrair a produção até que o custo marginal iguale a receita marginal;
d. Contrair a produção até que o custo marginal iguale o lucro marginal;
e. N.d.a.
resposta: c

15. Um aumento da produção a curto prazo sempre diminuirá:
a. O número de trabalhadores empregados;
b. O custo variável médio;
c. O custo total médio;
d. O custo marginal;
e. O custo fixo médio.
resposta: e
capítulo: 7 - página 173,174.

16. Para maximizar seus lucros, a quantidade que uma firma deverá produzir:
a. Encontra-se no ponto em que a curva do custo total estará a maior distância vertical, abaixo da curva de receita total;
b. Pode comumente ser determinada pelo estudo de sua escala de procura ou de receita.
c. Deve ser estabelecida procurando-se a produção que acarrete o custo total mais baixo;
d. Deve ser estabelecida procurando-se a produção com o menor custo marginal;
e. Depende de uma comparação dos custos fixos com os custos variáveis.
resposta: a
capítulo: 7 - página 172.

Responda

17. Explique o conceito da lei dos rendimentos decrescentes.
resposta: A lei dos rendimentos decrescentes descreve o comportamento da taxa de variação da produção quando e possível variar apenas um dos fatores, permanecendo constantes os demais, valendo-se apenas a curto prazo.
capítulo: 7 - página 164

18. Defina o significado de isoquanta, isocusto e isorrendimento.
resposta: Isoquanta pode ser definida como uma linha na qual todos os pontos representam combinações dos fatores que indicam a mesma quantidade produzida. Isocusto se constitui em um linha de preços, que, dados os preços dos fatores e as respectivas quantidades adquiridas, representa a despesa ou o custo total constante para a firma que os utiliza. Já o isorrendimento se constitui em uma linha sobre a qual os pontos revelam as diferentes quantidades dos produtos que, vendidas no mercado aos seus respectivos preços, geram para a firma a mesma receita total.
capítulo: 7 - página 167,179,186.

19. Compare custos fixos totais (CFT) com custos variáveis totais (CVT).
resposta: Custos fixos totais correspondem à parcela dos custos totais que independem da produção e são decorrentes dos gastos com os fatores fixos de produção. Já os custos variáveis totais correspondem às parcelas dos custos totais que dependem da produção e assim mudam com a variação desta e representam as despesas realizadas com os fatores variáveis de produção.
capítulo: 7 - página 172

20. De as definições de receita média (RMe) e receita marginal (RMg).
resposta: Receita média é definida como o resultado do quociente entre a receita total e a quantidade vendida do produto, enquanto que a receita marginal é o resultado do quociente entre a variação da receita total decorrente da variação da quantidade vendida do produto.
capítulo: 7 - página 184

21. Como se pode obter o equilíbrio da firma na hipótese de produção simples?
resposta: O equilíbrio da firma será obtido quando, com uma dada isocusto, for alcançada a mais alta isoquanta do mapa de produção da firma.
capítulo: 7 - página 187

1 de jun. de 2010

EFEITO RENDA E EFEITO SUBSTITUIÇÃO

A alteração de preço de um produto pode provocar basicamente dois efeitos. Um relacionado à variação da renda real (efeito renda) do consumidor e outro relacionado à substituição de um bem por outro (efeito substituição).

Efeito Renda
Efeito renda é aquele provocado no poder aquisitivo do consumidor quando o preço de um bem varia. Por exemplo, a diminuição do preço do arroz provoca aumento da renda real do consumidor, uma vez que ele poderá comprar mais unidades do bem.

Efeito Substituição
A redução de preço de um bem pode provocar mudança no comportamento do consumidor, que pode consumir menos unidades de um outro bem, chamado substituto, cujo preço não tenha diminuído. Dessa forma, parte do consumo do bem que não sofreu redução de preço é substituído por aquele que a tenha sofrido. Esse efeito recebe o nome de Efeito Substituição.


21 de mai. de 2010

Tipos de Bens

Em economia, costuma-se classificar os bens de acordo com o seu comportamento frente
à variação de preços e renda.

Classificação frente à variação na renda
Bens normais: são aqueles cuja demanda aumenta quando a renda cresce.
Exemplo: o crescimento da renda dos trabalhadores provoca aumento da demanda por perfumes.
Bens inferiores: são aqueles cuja demanda diminui quando a renda cresce.
Exemplo: normalmente quando os bens atingem o fim do seu ciclo de vida passam a se comportar como bens inferiores. O televisor em preto e branco pode ser dado como exemplo. Com o surgimento do televisor em cores, mesmo o aumento de renda não foi capaz de aumentar a demanda por televisores em preto e branco, uma vez que ele representava uma tecnologia ultrapassada. A carne de segunda poderia ser um outro exemplo. Em geral, os bens de baixa qualidade possuem esse comportamento.

Classificação frente à variação de preços:

Bens complementares: são bens consumidos conjuntamente (exemplo: café é açúcar).
Exemplo: um aumento no preço do café tenderia a reduzir não só a sua quantidade demandada, mas também a do seu complementar, o açúcar.
Bens substitutos: são bens consumidos concorrentemente (exemplo: carne e frango).
Exemplo: um aumento no preço da carne tenderia a reduzir a sua quantidade demandada e aumentar a do seu substituto, o frango.
Bens comuns: são aqueles cuja quantidade demandada aumenta quando os preços diminuem. É a própria Lei da Demanda, que será
Exemplo: a maioria dos bens obedece a essa regra.
Bens de Giffen: são aqueles cuja quantidade demandada aumenta quando os preços aumentam.
Exemplo: são raros os exemplos de bens de Giffen. O pão para os consumidores de baixa renda pode ser considerado um bem de Giffen.
Comentário: Para os bens de Giffen, o efeito renda é muito superior ao efeito substituição.

Restrição Orçamentária

Os recursos disponíveis são escassos. Assim, de uma forma geral, não podemos consumir bens e serviços na quantidade que gostaríamos. O nosso salário é um bom exemplo de uma limitação com a qual somos obrigados a conviver. Nós não podemos gastar mais do que ganhamos. Em economia, essa limitação recebe o nome de Restrição Orçamentária.
A equação de restrição orçamentária de um indivíduo que possui uma renda R e consome uma cesta formada por dois bens 1 e 2 pode ser escrita na forma: P1Q1 + P2Q2 = R.

Comentários:
(i) Todos os pontos que se encontram abaixo da curva de restrição orçamentária representam possibilidades de consumo, entretanto, por não representarem situações em que os recursos orçamentários sejam utilizados em sua totalidade, não constituem pontos ótimos de consumo. Conseqüentemente não maximizam o bem-estar do consumidor.
(ii) Os pontos que se encontram acima da curva de restrição orçamentária representam impossibilidades de consumo, tendo em vista a indisponibilidade de recursos orçamentários.
(iii) O ponto ótimo de consumo é justamente aquele no qual os recursos orçamentários são utilizados em sua plenitude e que os bens sejam consumidos na proporção desejada pelo consumidor, de modo a maximizar o seu bem-estar. O ponto que concilia essas duas condições é justamente aquele em que a curva de restrição orçamentária tangencia a curva de indiferença.

12 de mai. de 2010

Atividades

As atividades para o dia 18 de maio já foram encaminhada ao e-mail da Turma. Acessem e aproveitem para iniciar e concluir.

Tais atividades comporão a N2.


Msc. Idaildo Souza

1 de mai. de 2010

SOBRE O CONCEITO DE UTILIDADE MARGINAL



1- Introdução: O que determina o valor dos bens? Essa é uma pergunta que durante um longo tempo consumiu o tempo de diversos teóricos da Economia. Vejamos a seguir as diversas respostas dadas a essa pergunta até se chegar à conclusão atual de que os bens possuem valor se forem escassos, ou seja, se forem úteis e limitados em quantidade.
1.1-Valor-Trabalho: Os economistas clássicos britânicos Adam Smith (1723-1790) e David Ricardo (1772-1823) explicaram a origem do valor no trabalho, ou seja, um bem vale o custo do esforço físico envolvido na sua obtenção. O caçador que perseguiu e capturou um coelho ao final de duas horas de trabalho, se for trocá-lo, irá querer um peixe que também demorou duas horas para ser pescado. A teoria do valor-trabalho estabelece que todos os bens que valem, e por isso são trocados, incorporam trabalho. Apenas o trabalho constitui a riqueza.
1.2- Mais-Valia: Usando a teoria do valor-trabalho, Karl Marx (1818-83) defendeu que a acumulação de riqueza ocorre por causa da exploração dos que trabalham. Ele propôs o conceito de mais-valia.
Alguém resolve lavar pratos em um restaurante e combina com o proprietário que durante oito horas lavará quinhentos pratos em troca de $10. Tanto para o trabalhador como para o dono do restaurante, o pagamento de $10 compensa o esforço de oito horas de trabalho. Se o dono do restaurante comprar uma lava louça eletrônica, o empregado será capaz de lavar os quinhentos pratos em apenas seis horas. O trabalhador irá agora trabalhar apenas seis horas ou receber mais pelos pratos lavados nas duas horas excedentes? Possivelmente nenhuma das duas situações: nem o trabalhador deixará o local de trabalho nem o patrão irá pagar mais. O número de pratos lavados na sétima e oitava horas mede a mais-valia: o valor a mais de trabalho não pago ao trabalhador que é apropriado indevidamente pelo empregador. Este é um exemplo de mais-valia relativa. A mais-valia absoluta ocorreria se o dono do restaurante fosse capaz de obrigar o empregado a fazer hora extra sem remunerá-lo. O economista moderno argumentaria que o capital (no exemplo, a lava louça) também aumenta a produtividade. Marx, porém, achava que apenas o trabalho gera valor.
1.3- Valor-Utilidade: Economistas clássicos franceses como Jean-Baptiste Say (1767-1832) achavam que a utilidade explicaria o valor. O pescador que não come carne não vai trocar peixe por coelho, mesmo que o coelho incorpore as mesmas horas de trabalho. O valor dependeria apenas da utilidade subjetiva proporcionada pelo bem a determinada pessoa. Esta é a teoria do valor-utilidade.
1.4- Utilidade marginal: Retomemos o nosso ponto de partida, quando afirmamos que a teoria moderna de valor começou com Adam Smith (1776), David Ricardo (1817) e vários outros autores que compõe o grupo da Escola Clássica de Economia. E que estes autores explicavam a formação dos preços, basicamente, pelos seus custos de produção. Se uma mercadoria "A" custava, para ser produzida, o dobro que a mercadoria "B, o preço de "A" seria duas vezes maior que o preço de "B".
Mas ficava evidente que essa análise era muito imperfeita. Como os custos dependem do volume de produção, e (na maioria dos casos) quando o volume de produção aumenta os custos caem, uma análise da teoria dos preços precisaria levar em consideração a demanda pelas mercadorias.
O estudo da demanda de um produto é relacionado com sua utilidade. Mas os economistas clássicos tinham uma certa dificuldade para lidar com o conceito de utilidade na formação dos preços. Criaram o paradoxo do pão e do brilhante: como o pão, que é tão útil, é tão barato e o brilhante, de utilidade relativa, é tão caro? - perguntavam-se eles, sem obter resposta.
A criação do conceito de utilidade marginal, que floresceu no final do século XIX, veio trazer a resposta ao paradoxo e hoje é a base teórica da análise econômica da demanda.
O valor da utilidade marginal se define como sendo o valor, para o consumidor, representado por uma unidade adicional de alguma mercadoria.
Assim, a teoria do valor gerado pela escassez combina as duas abordagens clássicas. Os bens possuem valor se forem úteis (como na abordagem francesa) e limitados em quantidade (como na abordagem britânica). A utilidade é condição necessária, mas não suficiente, para um bem possuir valor. Já o trabalho possui valor porque é, ele próprio, simultaneamente útil e limitado em quantidade.
A teoria da escassez também pode ser interpretada como utilidade marginal. Alguém desfruta de certa satisfação ao tomar um sorvete. Talvez ainda aumente a sua utilidade ao tomar um segundo sorvete. É possível que um terceiro sorvete a sacie e um quarto lhe cause mal-estar. A pessoa pode até ficar doente se tomar cinco sorvetes.
Mais e mais unidades de sorvete não trazem uma satisfação sempre crescente. A pessoa racional vai pensar "na margem", ou seja, em cada unidade de sorvete a mais. Há um limite máximo em determinada quantidade e a sua satisfação vai depender dessa quantidade ótima.
Tomemos outro exemplo: para um consumidor que esteja com fome, a primeira fatia de pão tem uma utilidade enorme. Essa utilidade vai decrescendo à medida que se vai adicionando mais unidades. A décima fatia de pão já representará uma utilidade bem menor que a primeira. A trigésima fatia de pão terá uma utilidade quase nula e a centésima poderá até ter uma utilidade marginal negativa se causar, em nosso consumidor, uma indigestão.
Assim, a utilidade inicialmente aumenta, atinge um máximo e depois declina. É a lei da utilidade marginal decrescente: a utilidade marginal do bem diminui com o aumento do seu consumo.
Outro aspecto importante que se precisa ressaltar é de que não se deve confundir a utilidade total com a utilidade marginal. Enquanto aquela mede o grau de utilidade ou de satisfação de um consumidor a ele trazida por uma dada quantidade de um bem, esta mede o acréscimo de utilidade proveniente da adição de uma dose ou unidade do bem em questão. Não importa ¬pois, o quanto ele já tenha de um certo produto; importa, isto sim quanto a mais de satisfação ele espera obter de uma nova dose ou unidade, na margem, como se diz tecnicamente. Sucede, assim, que quando a utilidade total é máxima, isto é, não pode crescer, a utilidade marginal é zero, justamente, por não haver qualquer acréscimo de prazer a ser trazido pela nova unidade consumida.
Concluindo, a expressão "marginal" tornou-se muito utilizada em Economia e com o significado de acréscimo. Desta forma, utilidade marginal mais não é do que o acréscimo de utilidade que se verifica quando é consumida mais uma unidade do bem. Enquanto não é atingida a saciedade, a utilidade marginal é sempre positiva, ou seja, existirá sempre algum acréscimo de utilidade quando é consumida mais uma unidade do bem. Contudo, devido à Lei das Utilidades Marginais Decrescentes este acréscimo de utilidade é cada vez menor. Por exemplo, quando se consome a primeira maçã, é retirada uma determinada utilidade; ao consumir a segunda maçã a utilidade total aumenta mas o incremento é inferior ao que se verificou com o consumo da primeira maçã; quando se consome a terceira maçã, supondo que ainda não se atingiu a saciedade, a utilidade volta a aumentar mas o incremento volta a reduzir-se.
2- Revolução Marginalista é o nome que se deu ao surgimento, quase simultâneo e independente, no final do século XIX, de uma série de obras que trouxeram os fundamentos para uma nova concepção da Economia, e que contribuiram para transformá-la numa ciência exata.
Essa pretensão programática - a transformação da Economia Política em Economia (Ciências Econômicas) - tem nas obras de Menger (1871), Jevons (1871) e Léon Walras (1874) seus momentos decisivos, e é justamente para designar essa explosão múltipla que se cunhou o nome Revolução Marginalista.
A análise da demanda se tornou possível pela teoria da utilidade, inventada primeiramente pelo funcionário público Herman Heinrich Gossen (1810 -1858) na Prússia em 1854, que criou, num raro e desconhecido livro em alemão, a "Segunda Lei de Gossman" ou a "Lei dos rendimentos Marginais Decrescentes". Seu trabalho, entretanto, foi desprezado por seus contemporâneos e permaneceu totalmente desconhecido até 1878. Na década de 1870 Karl Menger na Áustria (1871), Léon Walras na França (1874-77) e W. S. Jevons na Inglaterra (1871), quase que simultaneamente, recriaram de forma independente o conceito inicialmente descoberto por Gossen, que então foi amplamente divulgado.
Desde Smith até Marx, os economistas clássicos acreditavam que o valor dos bens era derivado do emprego de trabalho na produção da mercadoria. Coube aos economistas neoclássicos (Walras, Jevons e Menger) refutar essa teoria, anunciando que não era o trabalho que determinava os preços de uma mercadoria, mas sim, a utilidade/escassez do bem. A teoria clássica do valor-trabalho - argumentavam os neoclássicos - não respondia como poderia o pão (mercadoria que exige trabalho em sua produção) ser um produto mais barato em relação a um diamante que não tinha emprego de mão-de-obra e, não obstante, valia muito mais.
Além disso, os economistas neoclássicos descobriram uma variável importante na determinação do valor de um bem que é a subjetividade do indivíduo, variável que fundamentou outra relevante contribuição: a lei da utilidade marginal.
É fácil de entender. Imagine que um indivíduo esteja necessitando adquirir uma televisão e esta custe R$ 600,00, e, digamos que este sujeito ache razoável pagar esse valor por uma TV. A partir do momento que ele comprar a televisão, a pessoa satisfaz a sua necessidade (daí o valor utilidade), e, com isso, certamente não pagará o mesmo valor por uma segunda televisão, mesmo que seja idêntica. Em outras palavras, para este sujeito, uma segunda televisão não valeria os R$ 600,00 pago pela primeira, pois esta satisfez sua necessidade mais urgente, ao passo que uma segunda televisão não valeria tanto, segundo seu juízo voluntário, livre e subjetivo.
Para este sujeito, esta segunda televisão ficaria praticamente sem utilidade e, por isso, ele já não valora tanto. Mais ainda, seria no caso desta mesma pessoa adquirir três televisores. Certamente a terceira TV não teria utilidade nem uma e nem mesmo haveria lugar para alojá-la e, com isso, o indivíduo não estaria disposto a pagar nem mesmo R$ 100,00 ou qualquer preço que fosse.
Notem que, de acordo com o comprador de televisão, os valores que ele atribui ao bem, na verdade, estão determinados independente da quantidade de trabalho que foi empregada no fabrico do produto, e, que, no momento que ele satisfaz sua necessidade ao comprar uma televisão, imediatamente reduz o valor de uma segunda unidade. Essa é a lei da utilidade marginal que determina que quando uma unidade satisfaz a necessidade, uma segunda unidade do mesmo bem se torna menos importante, e, portanto, não tem o mesmo valor da primeira.
Outro exemplo simples de compreender a falsidade da teoria do valor-trabalho, afirmam os críticos da teoria marxista sobre valor, é o seguinte. Experimente construir um carro a mão. Digamos que você leve dois anos para deixá-lo em condições de transitar nas ruas. Será que os consumidores pagarão pelo menos umas cinqüenta vezes mais do que o preço de uma Ford Montana zero km, que leva menos de dois dias para ser produzida e, portanto, carrega uma carga de mão-de-obra infinitamente menor que seu calhambeque com 730 dias de força de trabalho. Definitivamente, seu carro estaria carregado de mão-de-obra, mas desprovido de qualquer valor. Na melhor das hipóteses, estaria muito longe do seu correspondente esforço.
Outro erro observado pelos economistas neoclássicos a respeito da teoria do valor-trabalho, é que uma vez aceita essa teoria, decorre por dedução lógica que simplesmente não haveria prejuízo e todos os empreendimentos, toda a produção existente na terra encontraria correspondente demanda pelos preços determinados pelo emprego de trabalho e não pelo julgamento livre, voluntário e subjetivo dos consumidores, pois os bens seriam comprados necessariamente acima do preço de custo. Se o postulado do valor-trabalho fosse verídico estaria garantida a prosperidade eterna, pois a possibilidade de ocorrer falências estaria definitivamente erradicada.
Por fim, concluem os críticos do marxismo que foi o erro dos clássicos acerca da teoria do valor permitiu que Marx construísse sua teoria da mais-valia e por extensão a teoria da exploração. E, uma vez refutada a teoria do valor-trabalho (estrutura das teorias de Marx), cairia por terra todo o edifício teórico erigido por Karl Marx em O Capital.
Mais tarde Alfred Marshall, na Inglaterra, aprofundou essas análises em seu livro Principles of Economics (Princípios de Economia), de 1890, e passou a considerar que os preços são determinados simultaneamente por fatores de custos e de demanda. A análise de Marshall também reconhece as complexas interdependências que ocorrem num sistema de preços, com a demanda e a oferta de várias mercadorias interagindo e se afetando reciprocamente.
Adaptado por Msc Idaildo

Sobre a Escola Austríaca ou de Viena ou Psicológica

A Escola Austríaca (também conhecida como Escola de Viena ou Escola Psicológica) é uma escola de pensamento econômico que enfatiza o poder de organização espontânea do mecanismo de preços. A Escola Austríacos afirma que a complexidade das escolhas humanas subjetivas faz com que seja extremamente difícil (ou indecidível) a modelação matemática do mercado em evolução e defende uma abordagem laissez-faire para a economia. Economistas da Escola Austríaca defendem a estrita aplicação rigorosa dos acordos contratuais voluntários entre os agentes econômicos, e afirmam que transações comerciais devam ser sujeitas à menor imposição possível de forças que consideram ser coercivas (em particular a menor quantidade possível de intervenção do governo).
A Escola Austríaca deriva seu nome de seus fundadores e adeptos iniciais predominantemente austríacos, incluindo Carl Menger, Eugen von Böhm-Bawerk e Ludwig von Mises. Outros proeminentes economistas da Escola Austríaca do século XX incluem Henry Hazlitt, Murray Rothbard, e o ganhador do Prêmio Nobel de Economia Friedrich Hayek.Embora chamados de "austríacos", os atuais defensores da escola austríaca podem vir de qualquer parte do mundo. A Escola Austríaca foi influente no início do século XX e foi por um tempo considerada por muitos como sendo parte do pensamento econômico dominante (ou economia mainstream). Contribuições austríaca ao mainstream incluem ser uma das principais influências no desenvolvimento da teoria do valor neoclássica, incluindo a teoria do valor subjetivo em que se baseia, bem como as contribuições para o debate sobre o problema do cálculo econômico, que diz respeito à propriedades de alocação de uma economia planificada versus as propriedades de alocação de uma economia de livre mercado descentralizada. A partir de meados do século 20 em diante, foi considerada uma escola heterodoxa, e atualmente contribui relativamente pouco para o pensamento econômico dominante. No entanto, algumas afirmações de economistas da Escola Austríaca foram interpretados por alguns como avisos sobre a crise financeira de 2007-2009, que por sua vez levou ao interesse renovado em teorias da Escola.
Economistas da Escola Austríaca defendem estrita observância do individualismo metodológico, que eles descrevem como a analise da ação humana a partir da perspectiva dos agentes individuais. Economistas da Escola Austríaca argumentam que o único meio de se chegar a uma teoria econômica válida é derivá-la logicamente a partir dos princípios básicos da ação humana, um método denominado praxeologia. Este método sustenta que permite a descoberta de leis econômicas fundamentais válidas para toda a ação humana. Paralelamente a praxeologia, essas teorias tradicionalmente defendem uma abordagem interpretativa da história para abordar acontecimentos históricos específicos. Além disso, enquanto economistas freqüentemente utilizam experimentos naturais, os economistas austríacos afirmam que testabilidade na economia é praticamente impossível, uma vez que depende de atores humanos que não podem ser colocados em um cenário de laboratório sem que sejam alteradas suas possíveis ações. Economistas pertencentes ao mainstream acreditam que a metodologia adotada pela moderna economia austríaca carece de rigor científico;Os críticos argumentam que a abordagem austríaca falha no teste de falseabilidade.

Metodologia

Na literatura especializada, os ensaios de Jaffé e Streissler demonstraram que a tradição austríaca em Menger mantinha uma especificidade de conceitos e idéias de modo a não poder ser confundida com a abordagem de um William Stanley Jevons ou de um Leon Walras, nomes usualmente colocados ao lado de Menger como representantes do episódio conhecido como Revolução Marginalista. Ao processo de separação de idéias entre Jevons, Walras e Menger, Jaffé cunhou a expressão “desomogeneização” (de-homogeneized) para indicar tratar-se de três tradições distintas que se filiam a diferentes técnicas de análise e pedigrees filosóficos, e como conseqüência cada qual focaliza a Economia de um modo bem particular.
A escola austríaca baseia-se no conceito filosófico de individualismo (em oposição ao conceito de colectivismo), sendo a sua visão Aristotélica/racionalista da economia divergente das teorias económicas neo-clássicas actualmente dominantes, baseadas numa visão Platónica/positivista da economia.
A escola austríaca considera o individualismo metodológico como única fonte válida para a determinação de teorias económicas, ou seja, dada a complexidade e infinitos fatores que influenciam as decisões económicas dos vários indivíduos numa sociedade, a única forma válida de explicar essas decisões é estudar quais os princípios fundamentais que regem todas as ações humanas.
À aplicação formal do individualismo metodológico dá-se o nome de praxeologia. Esta visa definir leis económicas válidas para qualquer ação humana, ou seja, preocupa-se em analisar quais os conceitos e implicações lógicas por detrás das preferências e escolhas dos indivíduos, considerando verdadeiras apenas as leis económicas que são válidas independentemente do tempo ou lugar em que se aplicam.
A praxeologia levou à definição axiomas como, por exemplo, de que o homem age sempre com a intenção de aumentar o seu conforto ou reduzir seu desconforto, respeitando sempre uma escala ordinal de necessidades que nem sempre são objectivas ou racionais.
Utilizando o mesmo axioma, concluem alguns, que um mercado livre da influência estatal é a forma mais eficiente de suprir as diversas necessidades que surgem numa sociedade, dada, segundo esses, a incapacidade do Estado em interpretar correctamente e suprir com eficiência as necessidades em constante mutação dos diferentes indivíduos que compõem uma sociedade.
Núcleo
Individualismo Metodológico: este preceito, compartilhado pela teoria neoclássica, busca a explicação dos fenômenos econômicos na ação dos indivíduos, e não em entidades coletivas, como por exemplo faz o historicismo. Rejeita-se da mesma forma conceitos e agregados macroeconômicos que não sejam fundamentados na ação individual. A ação humana individual é o ponto de partida para a EA.
Subjetivismo Metodológico: o subjetivismo da EA não se limita as preferências do consumidor, mas parte da noção de ação humana baseada em planos individuais, que incorpora também as expectativas e o conhecimento geral dos agentes econômicos, como conjecturas empresariais. Os meios e fins dos planos individuais têm sua origem na mente dos agentes, são imaginados e definidos pelas pessoas. É um subjetivismo "espitêmico": as expectativas, o conhecimento das preferências, dos bens e as conjecturas empresariais são conhecimento falível e conjectural, imaginados pelos agentes, não sendo "dados" de antemão ao economista. A relação entre o conhecimento individual e as realidades objetivas do mercado faz parte dos problemas estudados pela EA.
Análise de Processo: os austríacos não centram sua análise nas propriedades de um estado de equilíbrio, mas sim no processo de trocas que levaria ou não a tal estado. Estuda a ação humana fora do equilíbrio. A análise de processo parte das conjecturas empresariais, cuja implementação leva a erros que surgem das ações baseadas em conhecimento imperfeito e prossegue estudando os mecanismos de correção de erros. A EA estuda a ordem espontânea do mercado, que surge da interação de indivíduos que agem conforme seus planos independentes, baseados em conhecimento imperfeito e sujeito a mudanças inesperadas.
Complexidade: A EA identifica na diversidade micro a causa fundamental de vários fenômenos econômicos. Suas teorias evitam utilizar agregados homogêneos, apontando em vez disso para as relações estruturais entre os elementos diferenciados de tais agregados: enfatiza-se a estrutura do capital em detrimento de sua quantidade total, os movimento relativos nos preços são mais importantes do que o estudo do "nível dos preços", o conhecimento e expectativas variam conforme o agente e o sistema de preços é visto como um sistema complexo de adaptação a mudanças frequentes e desconhecidas pelos agentes, formando uma ordem espontânea auto-organizável.
Heurística Positiva: orientada por estes preceitos básicos, a EA desenvolve teorias nas seguintes direções: tornar os fenômenos inteligíveis em termos de ação humana proposital, em especial o estudo de planos individuais; traçar consequências não intencionais da ação humana; lidar com as consequências da passagem do tempo e da imperfeição do conhecimento, como o estudo da inconsistência de planos; desenvolver teorias sobre a aquisiçao de conhecimento por parte dos agentes; estabelecer as condições para se admitir a existência de uma tendência ao equilíbrio; estabelecer as condições em que ocorrem desequilíbrio, como na teoria de ciclos; construir teorias com relações estruturais entre seus elementos, que dêem conta da diversidade e complexidade do fenômeno estudado.
Heurística Negativa: paralelamente a este programa positivo, os austríacos seguem regras negativas como: não construir teorias que estabeleçam relações causais entre agregados e médias, sem fazer referência a ações humanas individuais; não construir teorias nas quais as ações humanas são completamente determinadas por situações externas, negando-se alguma autonomia a mente humana; não utilizar teorias que admitem conhecimento perfeito ou optimamente imperfeito; não desconsiderar diversidade individual dos agentes e o realismo das hipóteses (rejeita-se o instrumentalismo metodológico).

Por: Msc. Idaildo Souza

Revisando a segunda atividade

Universidade Federal do Acre
Coordenação de Economia
Disciplina: ECONOMIA NEOCLÁSSICA I
Professor: MSc. Idaildo Souza da Silva

1) Com base no texto sugerido para consulta (Manual de Economia – Equipe de Professores da USP - capítulo: 3) leia as questões e responda:
a) Quais as principais críticas feitas ao sistema mercantilista?
resposta: Criticavam, em primeiro lugar, o demasiado apreço pelos metais preciosos, sendo que a riqueza de um Estado não consiste apenas em metais, mas também em outros tipos de objetos que satisfaçam à população. A outra crítica era que os formuladores de política não voltavam as suas atividades para o mercado interno, somente para o externo. capítulo: 3 - página 62
b) Para Adam Smith, qual é a causa do aumento de produtividade do trabalho? Cite suas principais conseqüências relativas ao processo produtivo.
resposta: A causa do aumento da produtividade é a divisão social do trabalho, ou seja, quanto mais especializado for o trabalhador em sua função, maior será a produtividade e a produção na qual ele está inserido. Com a divisão do trabalho, o processo produtivo ficará mais rápido, pois os trabalhadores não precisarão se deslocar de uma atividade para outra; o trabalhador executará sua tarefa com maior precisão devido à especialização e será facilitada a criação de ferramentas específicas para o uso em cada função. capítulo: 3 - página 68, 69
c) Como surge a renda da terra na concepção ricardiana?
resposta: Uma das hipóteses do modelo ricardiano é que as terras de melhor qualidade (terra 1, por exemplo) vão sendo ocupadas num primeiro instante e as de qualidade inferior posteriormente (terra2, por exemplo). Com isso, o empresário que ocupou a terra 1 terá uma taxa de lucro superior ao empresário que ocupou uma terra 2. Porém, o empresário da terra 2 percebendo este fato competirá com o empresário da terra 1 pelo uso desta, o que fará com que a renda da terra 1 se eleve e que a taxa de lucro da terra 1 caia até o patamar obtido pelo empresário da terra 2. O excedente da terra 1 continuará o mesmo, porém uma parte deste será revertida para a renda da terra. capítulo: 3 - página 77, 78
d) Para Jonh Stuart Mill, qual a diferença entre as leis da produção e da distribuição?
resposta: As leis da produção têm um caráter semelhante às leis das ciências naturais, quer dizer, são leis que atuam independentemente da vontade ou da ação humana. As leis da distribuição são leis morais ou sociais e, portanto, podem ser alteradas ou estão sujeitas à vontade ou à ação humana. Assim, é possível alterar a distribuição da riqueza numa sociedade capitalista, reduzindo o grau de desigualdade, por meio de mudanças de suas instituições. capítulo: 3 - página 83, 84
e) Segundo Marx, quando a mais-valia é gerada, quais os destinos que ela pode tomar?
resposta: Por um lado, os capitalistas podem utilizá-la no consumo pessoal e, dessa forma, o processo de produção realiza-se novamente na mesma escala anterior. Isso é chamado de reprodução simples. Por outro lado, a mais-valia (ou parte dela) pode ser acumulada, ou seja, utilizada posteriormente para expandir o processo de produção. Tem-se, então, a reprodução ampliada. capítulo: 3 - página 90, 91

2) De acordo com as idéias de Adam Smith assinale a alternativa falsa:
a) a especialização em um só produto gera um excedente de produção que pode ser trocado por outros objetos;
b) o trabalho é voltado para o mercado, local onde as trocas ocorrem;
c) o valor de troca de um produto depende do seu valor de uso;
d) o preço real de um produto equivale à quantidade de trabalho que ele comanda no mercado;
e) e. o preço nominal e o valor de troca de uma mercadoria expressa em uma quantidade de outra mercadoria.
resposta: c - capítulo: 3 - página 69, 70 - dificuldade: alta

3) Ricardo em sua teoria busca explicar:
a) a natureza e causa da riqueza;
b) a distribuição do produto entre as classes;
c) o funcionamento do comércio;
d) o processo de acumulação de riqueza;
e) n.d.a.
resposta: b - capítulo: 3 - página 77 - dificuldade: média

30 de abr. de 2010

ESCOLA NEOCLÁSSICA

A Economia Neoclássica é uma corrente de pensamento econômico, para qual o Estado não deveria se intrometer nos assuntos do mercado, deixando que ele fluísse livremente, ou seja, o Liberalismo econômico.
Surgida em fins do século XIX com o austríaco Carl Menger (1840-1921), o inglês William Stanley Jevons (1835-1882) e o suíço Léon Walras (1834-1910). Posteriormente, se destacaram o inglês Alfred Marshall (1842-1924), o sueco Knut Wicksell (1851-1926), o italiano Vilfredo Pareto (1848-1923) e o estadunidense Irving Fisher (1867-1947).
Pode ser dividida entre diferentes grupos, como a escola Walrasiana, a escola de Chicago, a escola austríaca. O modelo de Macroeconomia proposto pelos clássicos, que acreditavam na “mão invisível” do mercado, consagraram três princípios como fundamentos da macroeconomia:
• As forças de mercado tendem a equilibrar a economia a pleno emprego, ou seja, quando a demanda e a oferta por mão-de-obra se igualam;
• As variáveis reais da economia e os preços relativos seguem trajetórias diferentes e independentes da política monetária, ou seja, a quantidade de moeda não afeta a capacidade produtiva e laboral de uma economia;
• A quantidade de moeda afeta apenas o nível geral dos preços.

Desenvolvimento Tecnológico

Para os economistas filiados à esta corrente, o progresso técnico torna o fator trabalho mais produtivo e, desde que a oferta de trabalho reaja positivamente ao salário-real, elevará o nível de emprego e o salário real e levar a uma queda no nível de preços.
As teses do liberalismo Econômico foram criadas no século XVIII com clara intenção de combater o mercantilismo, cujas práticas já não atendiam às novas necessidades do capitalismo. O pressuposto básico da teoria liberal é a emancipação da economia de qualquer dogma externo a ela mesma.
Os economistas do final do século XVIII, eram contrários a intervenção do Estado na economia. Para eles o Estado deveria apenas dar condições para que o mercado seguisse de forma natural seu curso.
Um dos principais pensadores da época foi François Quesnay, que apesar de médico na corte de Luiz XV teve contato com as ideologias econômicas. Em sua teoria afirmava que a verdadeira atividade produtiva estava inserida na agricultura.
Para Vincent de Gournay as atividades comerciais e industriais deveriam usufruir de liberdade para o melhor prosseguimento em seus processos produtivos, para alcançar assim uma acumulação de capitais.
O criador da teoria mais aceita na economia moderna, nesse sentido, foi sem dúvida Adam Smith, economista Escocês, que desenvolveu a teoria do liberalismo, apontando como as nações iriam prosperar. Nela ele confrontou as idéias de Quesnay e Gournay, afirmando que a desejada prosperidade econômica e a acumulação de riquezas não são concebidas pela atividade rural e nem comercial. Para Smith o elemento de geração de riqueza está no potencial de trabalho, trabalho livre sem ter, logicamente, o estado como regulador e interventor.
Outro ponto fundamental é o fato de que todos os agentes econômicos são movidos por um impulso de crescimento e desenvolvimento econômico, que poderia ser entendido como uma ambição ou ganância individual, que no contexto macro traria benefícios para toda a sociedade, uma vez que a soma desses interesses particulares promoveria a evolução generalizada, um equilibrio perfeito.

Ideais

Defendiam a Livre concorrência, a Lei da oferta e da procura e foram os primeiras a tratar a economia como ciência.
1) O mercado livre, no âmbito da economia de mercado, é um princípio capitalista pelo qual qualquer agente económico é livre para praticar formas de troca mercadologica seguindo os princípios da livre concorrência, oferta e procura num mercado. Um comerciante pode oferecer melhores preços que outro visando atrair o consumidor e adquirir uma clientela.
Esse princípio favorece o cliente, que pode escolher a melhor oferta, e tem a sua disposição comerciantes interessados em seu poder de compra. É o oposto do monopólio comercial, muito comumente praticado durante a fase do mercantilismo, em meados do século XV.
2) Em economia, a Lei da Oferta e Procura , também chamada de Lei da Oferta e da Demanda é a lei que estabelece a relação entre a demanda de um produto - isto é, a procura - e a quantidade que é oferecida, a oferta. A partir dela, é possível descrever o comportamento preponderante dos consumidores na aquisição de bens e serviços em determinados períodos, em função de quantidades e preços. Nos períodos em que a oferta de um determinado produto excede muito à procura, seu preço tende a cair. Já em períodos nos quais a demanda passa a superar a oferta, a tendência é o aumento do preço.
A relação atrás descrita, pode ter um efeito mais ou menos proporcional, dependendo da elasticidade do produto. Por isso, tal relação de variação relativa, descrita no parágrafo anterior, nem sempre é válida. Por exemplo, se um produto tiver uma elasticidade-preço infinitamente rígida, significa que o preço não variará em função da quantidade procurada do produto, traduzindo-se essa função por uma recta horizontal. Em bens essenciais, tal relação é inversa, ou seja, o preço pode variar infinitamente que a quantidade procurada para consumo desse bem pouco será afectada e, neste caso, a função da procura é representada por uma recta vertical. A maior ou menor elasticidade, de um produto, pode ser avaliada gráficamente, pela tangente da função. Quanto mais as funções da oferta ou da procura, se aproximarem das situações limite (verticalidade ou horizontalidade), maior será a rigídez do produto face ao preço ou à quantidade. Este conceito de elasticidade também se aplica à relação entre produtos substitutos e complementares. Neste caso, diz-se que estamos em presença de elasticidade cruzada. A elasticidade cruzada estabelece a relação de influência que um determinado produto tem sobre o seu complementar ou substituto. No caso em que o aumento do preço de um determinado produto, provoque um aumento de quantidade procurada, no seu substituto, diz-se que estamos em presença de uma elasticidade cruzada positiva. Por outro lado, quando em presença de um produto, em que a diminuição do seu preço, provoque um aumento de quantidade procurada, do seu complementar, por exemplo, então diz-se que estamos em presença de uma elasticidade cruzada negativa. Quando não existe qualquer relação de substituição ou complementaridade entre produtos, então o efeito de variação de um deles não causará qualquer impacto sobre o outro, dizendo-se, neste caso, que a elasticidade cruzada é nula.
A estabilização da relação entre a oferta e a procura leva, em primeira análise, a uma estabilização do preço. Uma possível concorrência, por exemplo, pode desequilibrar essas relações, provocando alterações de preço.
Ao contrário do que pode parecer a princípio, o comportamento da sociedade não é influenciado apenas pelos preços. O preço de um produto pode ser um estímulo positivo ou negativo para que os consumidores adquiram os serviços que necessitam, mas não é o único.
Existem outros elementos a serem considerados nesta equação, entre eles:
• Os desejos e necessidades das pessoas;
• O poder de compra;
• A disponibilidade dos serviços - concorrência;
• Existência de produtos complementares ou substitutos;
• A capacidade das empresas de produzirem determinadas mercadorias com o nível tecnológico desejado.
Da mesma forma que a oferta exerce uma influência sobre a procura dos consumidores, a freqüência com que as pessoas buscam determinados produtos também pode aumentar e diminuir os preços dos bens e serviços.

Representação Cartográficas e explicação

O preço não reflete apenas o custo de criação de um produto ou serviço. A base desta lei vem para citar os dois fatores que influem no preço de um produto, fator quantitativo e qualitativo.
Valores qualitativos: valor não expressado diretamente em número, pode ser atribuído a um crescimento de consumo em algum produto, que por sua vez pode ser devido a monopólio natural(concessionárias de energia elétrica), necessidades e desejos pessoais(carros,moda, beleza, alimentos, etc.) ou também por questões de economia individual(por exemplo, a procura do álcool, que foi ou é mais barato que a gasolina). Embora não possa ser expressado em números diretamente, institutos de pesquisa demografica e associações do comércio disponibilizam de gráficos que ilustram crescimentos de consumo em certos produtos.
Valores quantitativos: valor expressado diretamente em número, existem diversas razões para o preço se mover influenciado por este fator. Para que seja simples o raciocinio, quebramos este fator em oferta e demanda.
Oferta: é quanto um fornecedor está disposto a oferecer ao mercado, a um determinado preço. A relação entre a quantidade produzida e o preço que o mercado está disposto a pagar pelo produto, depende de vários factores, que são determinantes para a maior ou menor rigidez da função que estabelece a relação entre a variação do preço e a variação da respectiva quantidade oferecida.
Demanda: é a quantidade de produto, que o mercado está disposto a consumir, a um determinado preço. As relações de variação entre preço e quantidade, dadas pela função procura, são igualmente válidas, conforme descrito para função oferta (demanda).

Situações de Mercado

Existe no entanto, situações onde o mercado age de maneira diferente do explicado acima. Devido a isso, devemos ir mais adentro da lei e nos concentrarmos nas decisões de cada uma das partes, principalmente a oferta.
A oferta: pode aumentar ou diminuir de preço conforme aumenta a quantidade.
A oferta pode sim agir para os dois lados, e é inevitável que seja analisado junto com a demanda para um integro entendimento.
A oferta aumenta a quantidade para que seja atendida toda a demanda.
A oferta deve aumentar os preços até se igualar a demanda, pois ela precisa produzir mais, e para ter uma produção crescente deve-se ter um lucro crescente.(este fenomeno é a causa número um de inflação).
Ao se igualar com a demanda a oferta reduz seus preços (deflação). Quando a demanda fica inferior, a oferta reduz mais os preços para que haja um ponto de entendimento caracterizado pelo cruzamento das linhas.

Teorias do Valor de um Bem

Há teorias divergentes, quanto a forma como se chega ao valor de equilibrio para um bem. Dentre elas encontram-se:
• Teoria do valor-utilidade: visao utilitarista, pra quem o valor de um bem se forma pelo lado da demanda, pela satisfação que o bem representa para o consumidor.
• Teoria do valor-trabalho: o valor de um bem se forma pelo lado da oferta, mediante os custos do trabalho incorporado ao bem e o tempo gasto na produção.

Conclusão
Em suma, a lei da oferta e demanda sugere que quem determina o preço são os consumidores, numa estrutura de mercado perfeito, de concorrência monopolística ou de oligopólio não cooperativo. Se estivermos em presença de uma estrutura de mercado, de oligopólio cooperativo (cartel) ou monopólio, tal situação não se verifica, casos em que a oferta do mercado é o da industria que detém o monopólio ou das poucas industrias que detêem o oligopólio cooperativo. Eles decidem quanto querem comprar e a que preço, e os fornecedores só podem é concordar com as exigências e decidem quanto vale a pena produzir para vender ao preço dado pelo consumidor. Para um entendimento mais profundo, considere as linhas do gráficos como uma pessoa(demanda) e um cachorro(oferta), a oferta sempre vai se aproximar da demanda a fim de vender seu produto. A decisão dos donos das indústrias é baseada nestes gráficos, nos planos da concorrência, épocas do ano(ventiladores, ar condicionado, aquecedor), fatores culturais, geográficos, e ambientais. Estes assuntos não são propriedade deste tópico, mas todos que querem compreender mais sobre economia devem procurar informações sobre.
Por - Idaildo Souza

28 de abr. de 2010

Avaliação N1 em 06/05/2010

Estudantes do 3º Período - 2010.

Conforme programação, no dia 06/05 (quinta-feira) realizaremos a avaliação final para composição da N1.

Agendem para não esquecerem!

2 de out. de 2009

O Direito e Você

Para nos brasileiros o Direito é sempre deixado em segundo plano, somente sendo necessário quando ocorrem eventos, ao qual seja necessária a contratação de profissional na área jurídica, quase sempre com o objetivo de remediar uma situação que poderia ter sido prevista.

Dos ramos do direito, o mais marginalizado sempre fora a área trabalhista, ao que deveria ser o mais importante e de pleno conhecimento de todos; logo sua colocação em segundo plano leva tanto empregados como empregadores a pagarem mais pelo seu desconhecimento.

É comum o debate sobre essa ou aquela Lei que ganha popularidade com a massiva exposição da mídia, como a “Lei Seca” ou “CPMF” entre outras que em tese abrangem um maior contingente da sociedade, ou fere de algum modo o que a sociedade entende como direito.

Um ponto errôneo de pensamento é o “achismo”, onde ao ouvir falar de uma norma legal a pessoa acha que sua aplicação será essa ou aquela, sem efetivamente ter o real contato e compreensão da mesma, ex: A Lei que aumenta a licença maternidade de 120 para 180 dias, em geral é deduzido que será um direito a todas as empregadas, entretanto o mesmo não obriga os empregadores, deixando em aberto a escolha de sua aplicação com a possibilidade de dedução no imposto de renda do ano posterior.

Outro ponto é a existência de uma carga extremamente excessiva de leis, decretos, portarias, etc.; que confundem o verdadeiro conhecimento do que é permitido e do que é proibido. Esse desconhecimento sobre o real direito, muitas vezes tem um custo muito elevado, que a priori poderiam ser evitados, com a atualização diária e o esclarecimento de dúvidas resultantes da aplicação das normas.

Vindo esclarecer tanto o trabalhador como os empregador foi criado o Portal Nacional de Direito do Trabalho, que visa esclarecer a constante evolução do Direito Trabalhista no Brasil, ao quais as normas podem ser explicadas com perguntas aos nossos consultores, outro ponto é o conhecimento de qual a tendência de entendimento de nossos julgadores, bem como a posição de nossos doutrinadores sobre esse ou aquele tema.

26 de set. de 2009

Do homem que mandou Hildebrando pra cadeia: "Espero que ele leia a Bíblia na prisão"

Altino Machado
Na segunda-feira, 21, quando sentar no banco dos réus para ser julgado pelo "crime da motosserra", o ex-deputado Hildebrando Pascoal haverá de ser atormentado pela lembrança do procurador da República Luiz Francisco Fernandes de Souza, 47 anos, principal responsável por desarticular a organização criminosa da qual era o líder e que submeteu o Acre ao terror e barbárie nas décadas dos 1980 e 1990.Luiz Francisco estava com 33 anos quando desembarcou em Rio Branco para chefiar o Ministério Público Federal no Acre. Obcecado por deter as ofensivas de Pascoal e seu bando, chegava a passar dias e noites sem tomar banho, alimentando-se precariamente. Exausto, se recolhia por no máximo três horas num quarto que se limitava a precário banheiro, minúsculo guarda-roupa, rádio de pilha e colchão no chão.O procurador nasceu em Brasília, é ex-seminarista da Ordem dos Jesuítas, ex-bancário e ex-sindicalista. Dias antes de ingressar no Ministério Público Federal, em 1995, cancelou a filiação ao PT, fez as malas e veio para o Acre para a sua primeira e mais espetacular ação como símbolo de uma geração de procuradores destemidos que despontava no país.Luiz Francisco, como é mais conhecido, continua o mesmo: solteiro, mas há dois anos deixou a casa dos pais, financiou a compra de uma casa e pilota o terceiro fusca (dois foram roubados) de sua vida. Continua desengonçado, não suporta gravata e seus ternos pedem socorro.Na segunda-feira, a partir de seu escritório em Brasília, o procurador regional do Distrito Federal estará antenado no andamento do julgamento do ex-deputado que mandou para a cadeia.Diz que não guarda rancor de Hidebrando Pascoal e espera que seja condenado mais uma vez.- Espero também que ele, na prisão, pegue a Bíblia, leia, se acerte com Deus direitinho e possa até cuidar melhor da esposa e dos filhos dele. Ele e eu, quando morrermos, vamos nos encontrar com Deus. É bom que a gente tenha coisas boas para poder mostrar a Deus. O "diacho" é que foram muitos crimes que ele praticou. Claro que não tenho a menor raiva de ninguém, graças a Deus, e torço para que não aconteça nada de mal com ele. Eu só não gosto da impunidade. Quando uma pessoa é serrada viva, neste caso não pode ter impunidade.O procurador sempre esteve envolvido em diversas polêmicas, mas registra em sua carreira um fracasso nas denúncias que lançou contra Eduardo Jorge Caldas Pereira, secretário-geral da Presidência da República no governo Fernando Henrique.Eduardo Jorge foi absolvido das denúncias e o Conselho Nacional do Ministério Público reconheceu que ele fora alvo de perseguição política. Condenado a 45 dias de suspensão, Luiz Francisco recorreu, alega que o caso está prescrito, mas não se dá por vencido.- Na verdade Eduardo Jorge não foi inocentado porque ele nem chegou a ser investigado. Quebrei o sigilo dele três vezes. A investigação dependia disso, mas todas às vezes ele conseguiu suspender a quebra do sigilo.Leia os principais trechos da entrevista:
BLOG DA AMAZÔNIA - Você chegou ao Acre no dia 27 de junho de 1995 e retornou para Brasília no dia 12 de julho de 1996. Em um ano você desmobilizou e fez as denúncias que culminaram por levar Hildebrando Pascoal à prisão. Como se sente?
LUIZ FRANCISCO FERNANDES DE SOUZA - Foi um trabalho de equipe do qual participaram pelos menos 15 procuradores da República. Mas foi, acima de tudo, um trabalho em parceria com a sociedade organizada acreana, inclusive contigo, Altino. Também colaboraram outros jornalistas e pessoas como o bispo dom Moacir Grechi ou pessoas que romperam após trabalhar para Hildebrando Pascoal. Trabalhamos até com pistoleiros dele, que nos passavam informações. Pessoas bem próximas do Hildebrando, não suportaram as barbaridades que ele cometia e o entregaram. Foi um trabalho coletivo, não foi um trabalho meu. Até delegados, como o Carlos Bayma, nos ajudaram. Além disso, foi o trabalho dos jornalistas acreanos que levantaram tudo, o que inclui o pessoal da Gazeta, você, Página 20, todo mundo.
Você estava com apenas 33 anos. Foi a impetuosidade da idade que o fez se expor tanto contra uma organização criminosa?
Eu estava cercado de pessoas muito boas para fazer o trabalho, como Henrique Corinto, você, além de jornalistas como Charlene Carvalho e Angélica Paiva. Havia também o pessoal do Comitê Chico Mendes, a então deputada Naluh Gouveia. Eram vocês que faziam a minha linha de proteção. Eu não me expus tanto. Você se expôs bem mais porque esteve na toca da onça quando foi realizar aquela entrevista na casa dele. Por uma palavra ou outra, naquela ocasião ele poderia ter matado você, dar um tiro brincando porque é desequilibrado. Foi o mesmo risco ao qual se expôs o desembargador Gercino José da Silva, que presidia o Tribunal de Justiça. Foi um bom trabalho acreano.
De todas aquelas histórias envolvendo o crime organizado, qual o episódio que mais chocou a você?
Foi o seqüestro da Clerisnar, mulher do José Hugo, assassino de um irmão de Hildebrando. Ela foi seqüestrada com seus filhos e aquilo foi o que me fez mexer. Ela ficou nas mãos de seus algozes e foi levada para São Paulo. Chocou-me por pensar no sofrimento e agonia da mulher com os filhos.
Fiquei chocado mesmo quando você me chamou ao seu gabinete para mostrar as fotos do "Baiano" com os braços e pernas serrados, emasculado, com um prego na testa e crivado de balas.
Aquilo também me chocou. Para tirar aquelas fotos teve gente que arriscou a vida no Instituto Médico Legal. As fotos são decisivas. Qualquer pessoa com a mínima consciência passava a querer fazer alguma coisa.
Acredita que Hildebrando Pascoal possa ser absolvido pelo júri por causa do "crime da motosserra"?
Espero que não. Espero também que ele, na prisão, pegue a Bíblia, leia, se acerte com Deus direitinho e possa até cuidar melhor da esposa e dos filhos dele. Ele e eu, quando morrermos, vamos nos encontrar com Deus. É bom que a gente tenha coisas boas para poder mostrar a Deus. O "diacho" é que foram muitos crimes que ele praticou. Claro que não tenho a menor raiva de ninguém, graças a Deus, e torço para que não aconteça nada de mal com ele. Eu só não gosto da impunidade. Quando uma pessoa é serrada viva, neste caso não pode ter impunidade.
A defesa vai argumentar de que não existem provas de que foi Hildebrando Pascoal quem serrou o "Baiano" e que o ex-deputado é um preso político.
Existe um caminhão de provas, que mostram que ele estava envolvido e coordenou muito mais coisas. Acredito que o júri vai decidir de outra forma. Ele não tem nada de preso político. Os fatos que envolvem a família do Hildebrando, desde a morte da mãe dele, quando mataram um médico, capitão do Exército, porque julgaram que ele havia sido negligente no atendimento da mulher, é mais uma evidência de que cometiam crimes comuns. Não tem nada de crime político. Foram grandes crimes que foram cometidos e que a sociedade acreana se movimentou para livrar o Acre da barbárie. Eu ocupava um cargo que me permitia ser como um catalizador, alguém que estava na foz, onde desaguam as águas. Mas a reação contra ele veio da sociedade, de coronéis da PM que o denunciaram, de delegados antigos que depuseram contra ele, de pessoas que trabalhavam com ele dentro da casa dele e até de pistoleiros e traficantes.
Hildebrando já tem 88 anos de condenação. Vai morrer na prisão?
Ninguém pode ficar mais de 30 ano na cadeia. Mesmo que tenha mil anos de condenação, o teto é 30 anos. Alguns acham que isso é uma benesse, mas não é favor para os criminosos. Na Europa, em geral, as penas são de 10 a 20 anos. É irrisória a quantidade de pessoas que sobrevive a 30 anos de cadeia. Quase todos morrem após 20 anos de prisão. Quase ninguém consegue permanecer 30 anos preso.Um médico que já atendeu várias vezes Hildebrando nos últimos anos, disse que ele está destruído. Segundo o médico, ele é uma flor murcha, com problemas graves de diabetes, hiperpetensão, cardíaco, além de uma profunda depressão que o leva ao choro todos às vezes que é chamado de coronel.A pessoa, assim como um bicho, não foi feita para estar presa. A tendência é definhar, enfraquecer, enlouquecer. Por isso que o Hildebrando tem que encontrar a paz dentro do presídio. É muito importante que as pessoas que amam ele, o visitem, levem livros, para que ele possa resistir sem ficar doido. Após os 30 anos, ele tem o direito de sair, como todo preso brasileiro.
Algum temor por causa da atuação mais destacada para desmobilizar o crime organizado no Acre e mandar Hildebrando Pascoal para a prisão?
Eu nunca tive nenhum temor. A única vez que fui ameaçado no Acre aceitei como segurança apenas um rádio para comunicação direta com a Policia Federal. Durante a CPI do Narcotráfico, em 1999, fiquei 20 dias no Acre sob proteção da Polícia Federal. Quando voltei para Brasília, jamais pedi proteção. Continuo caminhando na rua normal. Se acontecer alguma coisa comigo, terei uma morte muito bonita, sem o menor problema. Caso Hildebrando ou qualquer outro queira me matar, é muito simples: contrata um pistoleiro e manda para cá porque a coisa mais fácil do mundo é me matar. Não tenho nenhuma segurança e sequer ando armado.
O Acre mudou após a prisão de Hildebrando?
Sim. Acho que o governo Lula mudou o país. Claro que poderia ter sido muito melhor. Poderia ter rompido não pagando a dívida pública externa, não aderindo à política financeira do PSDB, acabando com o latifúndio, erradicando o analfabetismo. Acho que o governo Lula poderia ter feito coisas que o presidente Hugo Chávez está fazendo na Venezuela. Pelo menos não está tendo entrega do patrimônio público no Brasil. Os projetos do Pré-sal, por exemplo, são todos eles para deixar que o Estado, a Petrobras e o povo brasileiro controlem a massa imensa de petróleo, onde a gente tinha reserva de 14 bilhões e vai ter agora de 114 bilhões. É uma riqueza gigantesca sob controle do povo brasileiro, enquanto o governo anterior pegou a Vale do Rio Doce, praticamente do mesmo tamanho da Petrobras, e entregou de graça por 3 bilhões. A Vale, que detém as maiores jazidas de ferro do Planeta.
Seus críticos dizem que você anda sumido do noticiário político-policial, que não atua contra a gestão do presidente Lula da mesma forma que atuava contra a gestão do então Fernando Henrique Cardoso. Como avalia?
Avalio muito bem. Minha pressão arterial caiu de 16 para 11. Eu nunca gostei de ficar no foco. O que sempre gostei foi de processar quem eu bem entendia. Lido com mais de 40 tipos de recursos de 14 estados com 62 milhões de pessoas - toda as regiões Norte, Centro-Oeste, mais Minas, Bahia, Maranhão e Piauí. É uma massa de trabalho enorme. Os últimos trabalhos que fiz foram a abertura da Cpi do Banestado e de procedimento contra Henrique Meirelles, presidente do Banco Central. Tenho muito orgulho disso, assim como tenho muito orgulho de ter feito o senador ACM renunciar. Aqui em Brasília eu levei três senadores à renúnica: Luiz Estevão, Joaquim Roriz e José Roberto Arruda. Me sinto muito bem por ter brigado contra essa gente. Sinto alegria de ter brigado contra Jorge Bornhausen e Fernando Henrique. É mentira quando dizem que não agi contra o governo Lula. É verdade que agi menos contra o governo Lula, mas porque o governo dele deu muito menos razão para a gente agir. Não foi apenas eu, mas o Ministério Público, de modo geral, processou bem menos o governo Lula do que o governo FHC. Mas isso é porque tem bem menos ilicitudes no atual governo.

21 de jun. de 2009

Bom ou ruim???

STF elimina a obrigatoriedade do diploma de Jornalista

O Supremo Tribunal Federal (STF) derrubou a obrigatoriedade do
diploma de Jornalista. Muitos diplomados não concordaram com a
posição do STF, pois os argumentos para tal decisão não têm
consistência. Foram argumentos sem nexo e comparações fúteis.

A decisão do STF deixou várias dúvidas aos
profissionais de comunicação como, por exemplo, não mais haver
necessidade de um jornalista responsável por um veículo de
comunicação? Pelo que parece a decisão eliminou esta
obrigatoriedade.

Pelas declarações de jornalistas e de entidades de classes
há uma certa perplexidade e frustração, já que esta decisão
anularia todo esforço e custo financeiro para a formação de um
profissional da área de Comunicação (Jornalista). Seria como se
tivessem ido por água abaixo.

Pois bem, gostaria de tecer alguns comentários: é
importante primeiramente saber como se deu a interpelação junto à
Justiça sobre o assunto. Isto é, a Justiça teria que dar um
veredicto Sim ou Não? Pois, caso a interpelação fosse cercear o
direito das pessoas sem curso contribuírem com matérias
jornalísticas, então a decisão do STF teria de fato ser Não,
pois há muitas pessoas intelectuais que podem expressar suas
opiniões e ajudar na construção da formação de opinião,
exprimindo seus pontos de vista, pessoas estas, que não tenham um
curso específico de Jornalismo. Portanto, se o processo o qual foi
julgado proibiu tal procedimento, a Justiça agiu corretamente.

No entanto, se no processo não havia tal questionamento a
eliminação da obrigatoriedade foi negativa, pois abaixou o nível
do Jornalista, isto é fato. Pois entendemos que formação
profissional é um requerimento básico para o conhecimento e
melhoria do profissional, independente a área de atuação. Por
exemplo, como alguém vai atuar numa área simplesmente porque tem
certo dom para tal profissão sem aperfeiçoamento? É preciso
conhecimento teórico; este é um pré-requisito fundamental na
área da Comunicação.

Um jornalista precisa saber escrever, ter poder de síntese,
saber entrevistar para que possa passar corretamente a notícia. Ter
formação ainda que básica de Filosofia, Sociologia, Antropologia,
Lingüística, de Português, etc. O jornalista se inicia no campo
de trabalho, e com o tempo sua própria experiência de atuação,
sua formação e capacitação teórica o faz ser crítico, enfim
o faz ser um formador de opinião.

É também preciso dizer que o curso de Jornalismo é
apenas técnico, isto é, o prepara para exercer a profissão,
não dá a ele o poder de manipular a informação. Pois dentro do
mundo jornalístico, na maioria das vezes o jornalista é apenas uma
célula colhedora de matérias, que faz a editoração, no entanto,
passa pelo crivo da aprovação de seu superior. Enfim, não é ele
quem publica, mas é publicado segundo a ideologia e a linha
editorial da empresa.

Em suma, é difícil emitir opinião favorável ou
não à decisão do STF sem conhecer o teor processual a que foi
julgado, e, se a decisão que deveria haver não abriria espaço
para que houvesse um meio- termo sem que cerceasse o direito
democrático de expressão, simplesmente pela falta de um diploma.
(Ataíde Lemos)

8 de jun. de 2009

Economia e o mundo

A reflexão sobre os processos atualmente em curso no sistema mundial, aponta uma inegável transição desde a década de 1960, que corresponde ao esgotamento do ciclo sistêmico de acumulação de capital dominado pelos Estados Unidos, evidenciado no Segundo Pós-Guerra. Essa transição representaria a fase terminal do sistema histórico cujos primeiros passos ocorreram na Europa Ocidental cinco séculos atrás. Não obstante a diferença de perspectiva, ambos os enfoques convergem ao destacar o mundo asiático na arquitetura econômica e política que toma forma em escala planetária. É clara a sugestão de que um próximo ciclo sistêmico e mesmo um outro sistema histórico venham a ostentar a Ásia. Nos anos 1980 o desempenho industrial e comercial japonês nutriu esse entendimento. Nos 1990, início do século XXI, a China aparece como principal fonte inspiradora. Mas também a Índia é um interessan e caso a ser observado.
A China desponta pelo peso específico adquirido na economia mundial, tanto que acelerações ou desacelerações no plano interno repercutem ampla e velozmente. É pela atração de investimentos diretos externos que esse país realmente surpreende. É importante destacar que a China não atrai só atividades de baixo valor agregado mobiliza mão-de-obra de escassa qualificação. Empresas de setores de alta tecnologia têm se voltado para o país, atraídas pela oferta de engenheiros de boa formação e pelos incentivos incrustados nas Zonas Econômicas Especiais criadas pelo governo.
A Índia também tem figurado nas manchetes pelo fato de magnetizar os interesses de empresas ocidentais. Em parte isso se traduz no deslocamento de para o país, centrais de atendimento em que os clientes de empresas e bancos globais, procuram, além de fazer compras, soluções para problemas técnicos e informações de diversos tipos. Os baixos salários e o uso corrente e disseminado do idioma inglês na Índia ajudam a explicar essas transferências. Mas o essencial é que numerosas empresas vêm deslocando atividades de tecnologia avançada, como se observa no segmento de, a principal delas. Inicialmente eram transferidas tarefas que representavam menor valor agregado, abrangendo adaptação de programas e prestação de serviços.Hoje, empresas líderes instalam unidades de pesquisa e desenvolvimento utilizando amplamente a capacidade técnica local, sobressaindo nesta, engenheiros indianos formados no exterior e com passagens como Silicon Valley.
Não surpreende, que China e Índia freqüentem o estridente noticiário.

10 de mai. de 2009

Economista com especialização em Desenvolvimento Regional

 
Idaildo Souza, 35 anos, nasceu em Manaus e está no Acre desde os primeiros anos de vida.
Possui conhecimentos sobre setores produtivos do Acre, além, de movimentos sociais.
Graduado como Bacharel em Ciências Econômicas em 2002 na Universidade Federal do Acre. A mesma instituição lhe conferiu o Título de Mestre em Desenvolvimento Regional no ano de 2008.
Atua como Professor e Pesquisador, além de realizar consultorias na área econômica, envolvendo os setores produtivos locais.
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3 de mai. de 2009

MATERIAL PARA CONCURSO

APROVEITA A OPORTUNIDADE. TENHO MATERIAL (APOSTILAS) EM PDF PARA CONCURSO PUBLICO. SE VOCÊ PASSA MUITO TEMPO COM SEU PC, APROVEITA. VAMOS NEGOCIAR. DESSA FORMA VOCÊ TIRA ALGUMAS HORAS POR DIA E SUA CHANCE VAI AUMENTAR.

CASO ESTEJA INTERESSADO, MANDA E-MAIL.


VOU AGUARDAR SEU CONTATO.

MATERIAL ATUALIZADO!!!


BOA SORTE!! ALIÁS,

FAÇA SUA SORTE !!!

Para iniciar seu programa favorito automaticamente ao ligar o seu PC

Engraçado como o nosso PC é cheio de ferramentas que mal conhecemos.
Sabe como fazer com que um ou mais programas sejam abertos automaticamente toda vez que você iniciar o Windows?

É impressionantemente impressionante o número de pessoas que desconhecem a pasta de inicialização automática... Ela existe desde os primórdios, Windows 95 e NT 4.0!

Ideal por exemplo para abrir o navegador automaticamente em lan houses, bibliotecas, o programa de gerenciamento de caixa em comércios, o programa educativo na escola, o MSN Messenger no PC dos viciados... No menu “Iniciar > Programas” existe uma pasta chamada “Inicializar”. Nas versões mais antigas do Windows ela chamava “Iniciar”. Tudo o que estiver dentro dela é iniciado junto com o Windows, mais precisamente quando um usuário fizer logon no sistema e o explorer já tiver sido carregado.

Basta colocar atalhos para os programas desejados dentro dela! Para isso... Clique com o botão direito do mouse no atalho ou no executável do programa que você quer iniciar automaticamente. Segurando, sem soltar, arraste o ícone para cima do botão “Iniciar”, e espere, sem soltar o botão, que o menu Iniciar irá se abrir. Arraste o item até o menu “Todos os programas”. Quando ele se abrir, arraste o item até a pasta “Inicializar” (ou “Iniciar”). Quando estiver pronto, dentro dela, solte o botão - veja que você só deve soltar agora, e arraste o arquivo com o botão direito! Aparecerá um menu com os itens “Copiar aqui”, “Mover para cá” e “Criar atalho aqui”. Clique na opção “Criar atalho aqui”. Pronto!

Se você tiver dificuldades em arrastar como citei, faça isso então: no menu Iniciar, abra o item "Programas" e clique com o botão direito na subpasta "Inicializar". Escolha "Abrir". Ela será aberta numa janela de pasta, como outra qualquer. Basta colocar os atalhos dos programas aí dentro! Prefira colocar atalhos, não os programas em si (".exe"), pois muitos dependem de outros arquivos para serem rodados, por isso eles ficam em pastas separadas.

Para fazer com que o programa pare de carregar automaticamente, basta excluir esse atalho (clique nele com o botão direito do mouse e escolha “Excluir”). É isso!

Assim você poupa uns cliques toda vez que liga o micro, se você sempre abre um mesmo programa primeiro, isso é muito útil... Teoricamente não há limite no número de programas que podem ficar nessa pasta e, portanto, serem iniciados automaticamente. Ela é uma pasta como outra qualquer, e os atalhos não são nada mais nada menos do que arquivos! (de extensão oculta, “.lnk”).

Mas tome um certo cuidado, afinal se você deixar muita coisa abrindo automaticamente, a inicialização ficará mais lenta e você terá de esperar mais para poder começar a usar o computador com conforto.

30 de abr. de 2009

O Consagrado!!!

Ele não esquece!!!

Charge
Edvaldo Magalhães - 30 de abril de 2009

"gripe suina" resulta de transgenicos de empresa milionaria !!!


É a doença originada do agronegócio internacional. Eu sempre insisto aqui neste blog Diário Gauche que o nome que se dá a coisas, objetos, projetos, episódios e até a doenças é muito importante.Vejam o caso dessa epidemia mundial de gripe viral. Estão chamando-a – de forma imprópria – de gripe suína. Nada mais ideológico. Nada mais acobertador da verdade. O vírus dessa gripe se originou da combinação de múltiplos pedaços de ADN humanos, aviários e suínos. O resultado é um vírus oportunista que acomete animais imunodeprimidos, preferencialmente porcos criados comercialmente em situações inadequadas, não-naturais, intensivas, massivas, fruto de cruzamentos clonados e que se alimentam de rações de origem transgênica, vítimas de cargas extraordinárias de antibióticos, drogas do crescimento e bombas químicas visando a precocidade e o anabolismo animal.Especulações científicas indicam que o vírus dessa gripe teve origem nas Granjas Carroll, no Estado mexicano de Vera Cruz. A granja de suínos pertence ao poderoso grupo norte-americano Smithfield Foods, cuja sede mundial fica no Estado de Virgínia (EUA).A Smithfield Foods detém as marcas de alimentos industriais como Butterball, Farmland, John Morrell, Armour (que já teve frigorífico no RS e na Argentina), e Patrick Cudahy. Trata-se da maior empresa de clonagem e criação de suínos do mundo, com filiais em toda a América do Norte, na Europa e China.Deste jeito, pode-se ver que não é possível continuar chamando a gripe de “suína”, pois trata-se de um vírus oportunista que apenas valeu-se de condições biológicas ótimas – propiciadas pela grande indústria de fármacos, de engenharia biogenética, dos oligopólios de alimentos e seus satélites de grãos e sementes. Todos esses setores contribuiram com uma parcela para criar essa pandemia mundial de gripe viral.O nome da gripe, portanto, não é “suína”. O nome da gripe é: “gripe do agronegócio internacional” – que precisa responder judicialmente o quanto antes – urgentemente – pela sua ganância e irresponsabilidade com a saúde pública mundial.Leia o dossiê sobre a transnacional Smithfield Foods aqui (em inglês).