5 de mai de 2014

Meio-ambiente, Saúde, Nutrição e Previdência: mercados de trabalho promissores para o economista.


Várias oportunidades se abrem para o trabalho do economista na área do meio-ambiente e preservação ambiental, tanto no setor público como no setor privado. A constatação é de Zilton Luiz Macedo, um dos mais renomados economistas especialistas no assunto, que inclusive vem tendo importante papel na qualificação profissional de jovens economistas.

Professor-Titular da PUC-SP e atuando hoje como consultor na área de Economia e Meio-Ambiente, Zilton tem um rol de serviços prestados: em 1970 trabalhou na Fesb – Fomento Estadual de Saneamento Básico (que deu origem à atual Cetesb).

Zilton que fez curso de economia e meio-ambiente na Inglaterra em 1977 e foi convidado a fazer doutorado em Londres, privilegiou durante 23 anos (de 1975 a 1998) a atividade na Emplasa. Em 1985, em equipe com a Cetesb, participou do planejamento industrial no município, analisando as questões do meio-ambiente ("vários municípios buscavam atrair a industrialização, que impunha custos ambientais e sociais, tornando-os maiores e piores"). Em 1994 atuou na equipe que elaborou o Plano Metropolitano de Desenvolvimento da Grande São Paulo (de 1994 a 2004), e shopping-centers públicos, que simplificados se tornaram os atuais "Poupa Tempo".

Como consultor, fez trabalhos sobre temática ambiental para diversos Estados e no ano 2000 defendeu a tese de livre-docência na USP sobre "Os dilemas da Economia como Instrumento de Gestão Ambiental".

Segundo Zilton, a maior parte dos problemas ambientais tem origem na atividade econômica. Daí todos passarem a olhar os economistas como agentes capazes de propor medidas eficazes de recursos naturais e ambientais.

A seu ver, nesse mercado de trabalho o economista tem algumas vertentes:

No setor público, pode atuar na área de planejamento tanto urbano como regional ou federal. "Não dá para pensar em planejamento sem incluir recursos naturais e meio-ambiente". Também pode atuar nos órgãos ambientais na elaboração de normas preventivas sócio-econômicas – atrelando os empreendimentos públicos e seu rebatimento na qualidade de vida e sobre o meio-ambiente. Um campo novo no setor público é o desafio da viabilização de áreas de proteção ambiental (Apas), parques temáticos/ambientais e turismo ecológico.

Como consultor, pode assessorar os órgãos ambientais na análise dos impactos sócio-econômicos dos empreendimentos públicos e privados. Dá como exemplo o prolongamento da rodovia dos Bandeirantes, de Campinas até Cordeirópolis – a legislação exige o Rima - Relatório de Impacto sobre o Meio-Ambiente – onde ele mesmo se deparou com o problema de computar custos de manutenção e benefícios e por quanto tempo para a tomada de decisão.

Na iniciativa privada, nas empresas de consultoria, integrando equipes que elaboram estudos de impacto ambiental. Por exemplo: Zilton participou como consultor do governo do Espírito Santo na análise da instalação da Aracruz celulose na região. No Mato Grosso do Sul, na análise do Rima da fábrica da Champion Celulose em Três Lagoas. Na Bahia, colaborou no plano de desenvolvimento sustentável. E integrou a equipe que assessorou o Ministério dos Transportes na análise do Rima da rodovia Araguaia-Tocantins.

Outro filão é a elaboração de peritagem para o Ministério Público em processos relativos a danos ambientais nos aspectos que ferem a legislação. Basicamente, a atividade do economista é criar critérios que orientem os tomadores de decisão na gestão de conflitos que surgem na apropriação de recursos naturais pela atividade econômica.

A apropriação não é só na extração, mas na utilização de espaços para deposição de resíduos, da atmosfera para deposição de efluentes gasosos, e líquidos nos corpos de água. Além disso deve impedir que as decisões sejam tomadas numa visão de curto prazo e de rentabilidade econômica danifiquem para sempre recursos ou regiões inteiras – caso do café no Vale do Paraíba, da desertificação que está preocupando o Rio Grande do Sul; e do maior buraco na camada de ozônio do País, na região de Santa Catarina – causando câncer de pele.

Especialização

Zilton conta que existem tanto cursos de pós-graduação latu sensu (1 a 2 anos), como cursos de especialização (3 meses a 1 ano) na USP, Unicamp, USP-Ribeirão Preto, Unesp etc. Lembra que o estudante de graduação em Economia, com a obrigatoriedade de fazer monografias tem mostrado interesse pelo meio-ambiente e tido sucesso profissional.

Cita o caso de três alunos: 1) "Um fez uma monografia sobre "Turismo como atividade econômica para garantir a sustentabilidade de São Sebastião", foi para Israel como convidado; 2) outro, fez monografia sobre "Reciclagem do lixo", e está na Alemanha, a convite de uma empresa que produz fornos;
3) outro, ainda, fez a monografia "Discutindo a garantia de sustentabilidade econômica para Ilhabela, e como viabilizar economicamente o município", e está fazendo doutorado em Barcelona.

Oportunidades em Saúde, Nutrição e Previdência.

Hoje há outras três importantes mercados de trabalho para os economistas nas áreas de Saúde, Nutrição, Seguros e Previdência Privada. Quem faz essas observações é Antonio Carlos Coelho Campino (foto), Economista com Doutorado na FEA/USP, Mestrado na Vanderbilt University (EUA). Campino fala com a autoridade de quem foi assessor regional de Saúde da Organização Pan Americana de Saúde, em Washington, (de 1989 a 1994), atuando nas áreas de Economia dos Alimentos e de Economia da Saúde; de atual Professor de Pós-graduação na FEA/USP na área de Saúde, além de presidente do Conselho de Administração da Brasil Assistência, ligada ao
Mapfre, grupo segurador espanhol.

Diz que a área de Saúde tem enorme mercado pois todos os planos de saúde e de seguro saúde necessitam de profissionais para planejamento, e tanto as empresas como a própria Agência governamental que regula esses planos não estão aparelhados para trabalhar de maneira eficiente. Considerando que o Brasil gasta 7,5% do PIB em Saúde e os EUA 14% isso dá uma idéia do tamanho do setor para os profissionais de economia.

Aponta a área de Nutrição como um mercado em expansão, onde a análise econômica, o planejamento da produção e o de desenvolvimento de novos produtos são da maior relevância. Até 1975 o grande problema era a fome. No ano 2000 se resolveu o problema da subnutrição, mas o da nutrição (hipovitaminose, por exemplo) tem aumentado e a demanda na área de agribusiness é crescente. A agropecuária representa cerca de 8% do PIB (estimado pelo IBGE em R$ 1,2 trilhão em 2001).
Finalmente outro enorme mercado com crescimento acentuado do volume de operações são os setores de Seguros e Previdência Privada, onde ressalta a importância do patrimônio consolidado dos Fundos de Pensão (dados da Abrapp revelam que em 2001, as 291 Fundações associadas tinham Ativos de R$ 156 bilhões, 1.686 participantes ativos, 4.445 dependentes e 550,7 mil assistidos) e o desenvolvimento de novos produtos de Seguros, mais sofisticados e complexos. O que explica a enorme demanda por habilidades atuariais nos últimos anos, já que os planos não contam com tabelas precisas pois faltam economistas para avaliar dados. “Curiosamente acabou o curso de graduação em Atuaria, embora haja o de pós-graduação na Fipecafi/FEA. Talvez porque não dá para dizer que a Atuaria tem a ver com o ramo de seguros, de previdência privada e pública, finanças etc.”.

“Quando me licenciei da Universidade em 1989 para exercer o trabalho de assessor da OPAS, aí começou meu interesse pela chamada economia social - envolvendo Alimentação, Saúde, Nutrição e Educação” diz Campino, hoje também Professor de Pós-Graduação na área de Saúde na FEA/USP e com diversos trabalhos de pesquisa e publicações na área de Saúde e Nutrição.
Mas uma das coisas que mais se orgulha foi sua participação no desenvolvimento de cursos para essas novas áreas da economia social que hoje se transformam em importante mercado de trabalho para o economista. “Através da Fipe começamos a trabalhar na avaliação de programas como merenda escolar, alimentação do trabalhador etc. Até que em 1988, o então Reitor José Goldemberg criou o programa Interunidades, multidisciplinar, abrangendo questões de economia, saúde publica, nutrição, envolvendo as diversas Faculdades. Daí surgiram os programas de pós-graduação: Procam – Ciência Ambiental; Prolam - Integração da América Latina - envolvendo Direito Internacional, Economia, Sociologia etc.; e o Pronut – de Nutrição Humana Aplicada. O Pronut, por exemplo, objetiva integrar áreas relacionadas com a nutrição visando o aperfeiçoamento de diplomados em cursos de graduação em áreas afins, estimulando a ação multidisciplinar, ensino e pesquisa”.
Campino, além de representar o Depto. de Economia na Comissão de Pós-Graduação do Pronut/USP – Interunidades em Nutrição Humana Aplicada, já orientou duas teses de Doutorado e duas de Mestrado do programa. 
Ele explica que as disciplinas básicas do Pronut são: Economia da Alimentação e Nutrição, Fundamentos Biológicos de Nutrição Humana Aplicada, Ciência e Tecnologia de Alimentos, Nutrição Clínica, Métodos Quantitativos em Análise Epidemiológica, Intervenções Nutricionais em Assistência Primária à Saúde, Epidemiologia das Deficiências Nutricionais. Além disso, envolve disciplinas da FEA - Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (como elaboração e análise de Projetos); da FCF - Faculdade de Ciências Farmacêuticas (como Análise de Alimentos e Metabolismo Protéico e Energético; da FSP - Faculdade de Saúde Pública (como Métodos Estatísticos Aplicados à Epidemiologia e Bioestatística). “A meta é formar pessoas capazes de solucionar esses problemas”. 
Com toda sua experiência profissional na área de ensino Campino é contra as sugestões de que o curso de Economia deve atender às especificidades do mercado de trabalho. “O curso de Economia dá uma visão geral e capacidade de analisar problemas, o que proporciona condição do profissional atuar em questões específicas, com uma visão ampla. Na verdade o bom economista tem de saber fazer as perguntas certas, não ter as respostas certas!”. 

(Copyright Jornal do Economista, 2002-04-28)

Mercado de Feijão em Baixa!!!


O mercado nacional de feijão fechou o mês de abril com tendência baixista abrindo o mês de maio. O preço do feijão carioca extra negociado na Bolsinha paulistana teve queda de 13,6% em relação ao início do mês. O grão fechou sendo negociado na média dos R$ 140,00 por saca de 60 quilos, ante R$ 159,00 no começo de abril.
O preço do carioca extra apresentou diferença positiva de aproximadamente 19,3% em relação ao preço em que o carioca especial vem sendo negociado, o que se acentua conforme o aumento da dificuldade de encontrar produto de qualidade no mercado.
No mesmo período de 2013, as cotações da saca de feijão estavam em um patamar muito acima do negociado atualmente, o que foi consequência de uma safra de baixo volume e também de baixa qualidade. O preço ano passado era 46% acima dos R$ 140,00 – ou seja, em torno de R$ 260,00.
Segundo o analista de SAFRAS & Mercado Rodrigo Neves, a quebra de safra do ano passado não apresentou fatores que, até então, nos façam crer que isso vai se repetir. “As perspectivas de um bom aumento de produção no Paraná, maior produtor nacional de feijão, gira em torno de 40% acima do volume produzido na safra 2012/13”, pontua o analista de SAFRAS. Em termos nacionais, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção deve aumentar em torno de 30%. Na região de Unaí (MG), porém, a intenção de plantio foi abaixo do esperado.

Por Cândida Schaedler

Belíndia


(Alan Henriques, 2002-09-16)

Em 1974, Edmar Bacha cunhou essa expressão para definir o que seria a distribuição de renda no Brasil, à época ( uma mistura entre uma pequena e rica Bélgica e uma imensa e pobre Índia), o economista ainda pensa ser válida a expressão para definir a distribuição de riquezas no país hoje. E ao que parece segundo dados apurados pelo IBGE, infelizmente é exatamente o que podemos constatar.
No campo da distribuição de riquezas o Brasil, ainda tem pouco a comemorar, segundo o IBGE no espaço temporal entre 1992 e 1999, o rendimento dos 10% mais ricos e dos 40% mais pobres cresceu percentualmente a mesma coisa. O que significa dizer que, em termos absolutos, o fosso aumentou. Se, em 1992, a diferença entre esses dois grupos era de R$ 1.717, em 1999 ela passou para R$ 2.270. Um aumento de R$ 553. 
Em 1992, os 10% mais ricos detinham 45,8% da renda nacional, já em 1999, os 10% mais ricos passaram a deter 47,4% da renda nacional. Se medido pelo coeficiente de Gini, (que varia de 0 até 1) quanto mais próximo de zero melhor a distribuição de renda, o Brasil em 1992 estava com o índice em 0.571, já em 1999 o índice se encontrava em 0.567, uma melhora muito discreta para o período analisado pelo estudo, pois nesse mesmo período, o Brasil derrotou a inflação dando fim com isso ao propalado "Imposto Inflacionário" o mais cruel dos impostos que transferia renda dos mais pobres para os mais ricos. Mesmo com tudo isso, o país não avançou muito na redistribuição de riquezas ficando muito aquém do avanço em outras áreas como educação e saúde. Durante o período, do "Plano Real" implementado em 1994, que não conseguiu lograr grandes êxitos quanto à distribuição das riquezas, as causas desse insucesso talvez estejam na política adotada para debelar a inflação, no início do Plano Real a política cambial adotada ocasionou vultosos déficits na balança comercial a partir de 1995. Somando-se ao déficit na balança de serviços que o país já apresentava tradicionalmente, o Brasil passou a conviver com vultosos déficits na balança de pagamentos como um todo. Que passaram a ser compensados pelo capital externo que entrava atraído com os juros mais altos.
Essa política de juros aliada a manutenção de salários, o resultado só poderia ser mais concentração de renda, o irônico é que o instrumento usado para debelar a inflação o aumento nos juros reais e a política cambial acabaram por impedir que a redistribuição da renda fosse efetuada com mais eficácia durante o período estudado pelo IBGE. Ainda segundo a análise feita, pelo IBGE, o tempo que os 20% mais pobres precisam trabalhar para para igualar sua renda à dos 20% mais ricos é de 2 anos e oito meses, enquanto que no topo da lista encontra-se a Polônia, onde os mesmos 20% mais pobres precisam trabalhar apenas 3 meses para se igualarem aos 20% mais ricos, contudo, houve avanços quanto ao rendimento mensal, que aumentou de R$ 364 em 1992, para R$ 472 em 1999.
Outros indicadores dão demonstração de nossa melhora, a expectativa de vida aumentou de 66 anos em 1992, para 68 anos em 1999, entretanto, mesmo nesse campo encontramos algumas distorções que atestam a validade da expressão "Belíndia", no Estado do Rio de Janeiro as mulheres estão vivendo 11 anos em média mais que os homens, por conta da violência urbana que toma contornos de guerra civil em alguns centros urbanos do país, já que vitima mais jovens do sexo masculino.
No Rio de Janeiro, a maioria da população já é de velhos e de mulheres, no caso da capital fluminense a proporção de mulheres e homens é a menor do país, são 88 homens para 100 mulheres. O acesso dos negros a nossa Bélgica é bem mais difícil que o acesso dos brancos, os analfabetos brancos em 1999, eram apenas 8,3%, enquanto que os negros analfabetos nesse mesmo período foram de 21%, ou seja, quase três vezes mais. O rendimento médio dos brancos em 1999 foi de 5,25 salários mínimos, enquanto que o rendimento médio dos negros foi de 2,43 salários mínimos, ou seja, menos da metade que o rendimento dos brancos. 
A PNAD (Pesquisa Nacional de Amostragem de domicílios), constatou também a desigualdade de riqueza entre as regiões brasileiras, sem novidades, segundo o índice de Gini a região que tem a renda mais bem distribuída é a região Sudeste com 0,537, seguida da região Sul com 0,543, a região Norte com 0,547, a região Centro - Oeste com 0,573 e por último a região com a pior concentração de renda do Brasil é a região Nordeste com 0,587, que por sua vez, possui o Estado com a pior distribuição de renda do Brasil; a Paraíba segundo o índice de Gini, o Estado está com 0,644, sem dúvida a pior entre os Estados brasileiros. 
Estes números, denotam anos e mais anos de endividamento do Estado brasileiro, que levou a uma incapacidade quanto ao atendimento das demandas sociais mais prementes.
Os grandes recursos que seriam investidos na criação de mais empregos que possibilitaria um melhor acesso à saúde ou educação de qualidade as populações de nossos grandes centros, foram usados para o pagamento de juros ou os "serviços da dívida. 
Com certeza, se tais recursos tivessem sido usados no atendimento as "tais demandas prementes", o perfil de renda da sociedade brasileira seria outro. Em particular, o Estado da Paraíba o que detém o triste título da pior distribuição de renda do Brasil, por ironia foi o Estado que teve o maior crescimento do PIB entre 1980 e 1998, em média 8,93%, nesse caso houve uma inconteste concentração em que o grande crescimento do produto de um Estado acabou parando na mãos de poucos.
São dados como esses que fazem nossa grande dívida social tomar contornos de uma Índia, prova disso é que em 1999, os 1% mais ricos detinham 13,1% de toda a riqueza nacional, enquanto que os 50% mais pobres detinham apenas 14% de toda renda nacional, ou seja, quase a mesma coisa
Ainda pior, é que em 1993 a distribuição era exatamente igual, ou seja, não houve avanço algum, quando o salário mínimo passou de R$ 150 para R$ 180, em 1 de Maio de 2001, só esse fato já foi suficiente para tirar da linha da pobreza algo em torno de 3,5 milhões de brasileiros, mesmo com isso, a situação não melhorou muito já que muitos empregadores não tinham condição de arcar com esse nível de salário mínimo.
Segundo o DIEESE em estudo divulgado também em 1 de Maio o salário mínimo deveria ser hoje de R$ 1066, omando como base o capítulo II da Constituição federal em seu artigo 7o , inciso IV, que determina que o salário mínimo teria que atender as necessidades básicas de uma família tais como moradia, alimentação, educação, lazer, vestuário etc, no entanto, todos sabemos que se um salário mínimo dessa magnitude fosse adotado a economia não suportaria, em um país com o tamanho de nossa dívida social o salário mínimo é fundamental na redistribuição da renda. 
Em suma, distribuição de renda significa mais pessoas consumindo, o que daria um incremento ao mercado interno diminuindo nossa dependência de grandes exportações para cobrir o déficit na balança de pagamentos, déficit esse que seria coberto pela maior arrecadação do governo oriundo do do mercado interno, o que sem dúvida levaria a economia brasileira a um novo "círculo virtuoso" de desemprego baixo, crescimento acelerado do PIB, e superávit do setor público, tal como o ocorrido atualmente com a economia norte-americana.