30 de abr de 2010

ESCOLA NEOCLÁSSICA

A Economia Neoclássica é uma corrente de pensamento econômico, para qual o Estado não deveria se intrometer nos assuntos do mercado, deixando que ele fluísse livremente, ou seja, o Liberalismo econômico.
Surgida em fins do século XIX com o austríaco Carl Menger (1840-1921), o inglês William Stanley Jevons (1835-1882) e o suíço Léon Walras (1834-1910). Posteriormente, se destacaram o inglês Alfred Marshall (1842-1924), o sueco Knut Wicksell (1851-1926), o italiano Vilfredo Pareto (1848-1923) e o estadunidense Irving Fisher (1867-1947).
Pode ser dividida entre diferentes grupos, como a escola Walrasiana, a escola de Chicago, a escola austríaca. O modelo de Macroeconomia proposto pelos clássicos, que acreditavam na “mão invisível” do mercado, consagraram três princípios como fundamentos da macroeconomia:
• As forças de mercado tendem a equilibrar a economia a pleno emprego, ou seja, quando a demanda e a oferta por mão-de-obra se igualam;
• As variáveis reais da economia e os preços relativos seguem trajetórias diferentes e independentes da política monetária, ou seja, a quantidade de moeda não afeta a capacidade produtiva e laboral de uma economia;
• A quantidade de moeda afeta apenas o nível geral dos preços.

Desenvolvimento Tecnológico

Para os economistas filiados à esta corrente, o progresso técnico torna o fator trabalho mais produtivo e, desde que a oferta de trabalho reaja positivamente ao salário-real, elevará o nível de emprego e o salário real e levar a uma queda no nível de preços.
As teses do liberalismo Econômico foram criadas no século XVIII com clara intenção de combater o mercantilismo, cujas práticas já não atendiam às novas necessidades do capitalismo. O pressuposto básico da teoria liberal é a emancipação da economia de qualquer dogma externo a ela mesma.
Os economistas do final do século XVIII, eram contrários a intervenção do Estado na economia. Para eles o Estado deveria apenas dar condições para que o mercado seguisse de forma natural seu curso.
Um dos principais pensadores da época foi François Quesnay, que apesar de médico na corte de Luiz XV teve contato com as ideologias econômicas. Em sua teoria afirmava que a verdadeira atividade produtiva estava inserida na agricultura.
Para Vincent de Gournay as atividades comerciais e industriais deveriam usufruir de liberdade para o melhor prosseguimento em seus processos produtivos, para alcançar assim uma acumulação de capitais.
O criador da teoria mais aceita na economia moderna, nesse sentido, foi sem dúvida Adam Smith, economista Escocês, que desenvolveu a teoria do liberalismo, apontando como as nações iriam prosperar. Nela ele confrontou as idéias de Quesnay e Gournay, afirmando que a desejada prosperidade econômica e a acumulação de riquezas não são concebidas pela atividade rural e nem comercial. Para Smith o elemento de geração de riqueza está no potencial de trabalho, trabalho livre sem ter, logicamente, o estado como regulador e interventor.
Outro ponto fundamental é o fato de que todos os agentes econômicos são movidos por um impulso de crescimento e desenvolvimento econômico, que poderia ser entendido como uma ambição ou ganância individual, que no contexto macro traria benefícios para toda a sociedade, uma vez que a soma desses interesses particulares promoveria a evolução generalizada, um equilibrio perfeito.

Ideais

Defendiam a Livre concorrência, a Lei da oferta e da procura e foram os primeiras a tratar a economia como ciência.
1) O mercado livre, no âmbito da economia de mercado, é um princípio capitalista pelo qual qualquer agente económico é livre para praticar formas de troca mercadologica seguindo os princípios da livre concorrência, oferta e procura num mercado. Um comerciante pode oferecer melhores preços que outro visando atrair o consumidor e adquirir uma clientela.
Esse princípio favorece o cliente, que pode escolher a melhor oferta, e tem a sua disposição comerciantes interessados em seu poder de compra. É o oposto do monopólio comercial, muito comumente praticado durante a fase do mercantilismo, em meados do século XV.
2) Em economia, a Lei da Oferta e Procura , também chamada de Lei da Oferta e da Demanda é a lei que estabelece a relação entre a demanda de um produto - isto é, a procura - e a quantidade que é oferecida, a oferta. A partir dela, é possível descrever o comportamento preponderante dos consumidores na aquisição de bens e serviços em determinados períodos, em função de quantidades e preços. Nos períodos em que a oferta de um determinado produto excede muito à procura, seu preço tende a cair. Já em períodos nos quais a demanda passa a superar a oferta, a tendência é o aumento do preço.
A relação atrás descrita, pode ter um efeito mais ou menos proporcional, dependendo da elasticidade do produto. Por isso, tal relação de variação relativa, descrita no parágrafo anterior, nem sempre é válida. Por exemplo, se um produto tiver uma elasticidade-preço infinitamente rígida, significa que o preço não variará em função da quantidade procurada do produto, traduzindo-se essa função por uma recta horizontal. Em bens essenciais, tal relação é inversa, ou seja, o preço pode variar infinitamente que a quantidade procurada para consumo desse bem pouco será afectada e, neste caso, a função da procura é representada por uma recta vertical. A maior ou menor elasticidade, de um produto, pode ser avaliada gráficamente, pela tangente da função. Quanto mais as funções da oferta ou da procura, se aproximarem das situações limite (verticalidade ou horizontalidade), maior será a rigídez do produto face ao preço ou à quantidade. Este conceito de elasticidade também se aplica à relação entre produtos substitutos e complementares. Neste caso, diz-se que estamos em presença de elasticidade cruzada. A elasticidade cruzada estabelece a relação de influência que um determinado produto tem sobre o seu complementar ou substituto. No caso em que o aumento do preço de um determinado produto, provoque um aumento de quantidade procurada, no seu substituto, diz-se que estamos em presença de uma elasticidade cruzada positiva. Por outro lado, quando em presença de um produto, em que a diminuição do seu preço, provoque um aumento de quantidade procurada, do seu complementar, por exemplo, então diz-se que estamos em presença de uma elasticidade cruzada negativa. Quando não existe qualquer relação de substituição ou complementaridade entre produtos, então o efeito de variação de um deles não causará qualquer impacto sobre o outro, dizendo-se, neste caso, que a elasticidade cruzada é nula.
A estabilização da relação entre a oferta e a procura leva, em primeira análise, a uma estabilização do preço. Uma possível concorrência, por exemplo, pode desequilibrar essas relações, provocando alterações de preço.
Ao contrário do que pode parecer a princípio, o comportamento da sociedade não é influenciado apenas pelos preços. O preço de um produto pode ser um estímulo positivo ou negativo para que os consumidores adquiram os serviços que necessitam, mas não é o único.
Existem outros elementos a serem considerados nesta equação, entre eles:
• Os desejos e necessidades das pessoas;
• O poder de compra;
• A disponibilidade dos serviços - concorrência;
• Existência de produtos complementares ou substitutos;
• A capacidade das empresas de produzirem determinadas mercadorias com o nível tecnológico desejado.
Da mesma forma que a oferta exerce uma influência sobre a procura dos consumidores, a freqüência com que as pessoas buscam determinados produtos também pode aumentar e diminuir os preços dos bens e serviços.

Representação Cartográficas e explicação

O preço não reflete apenas o custo de criação de um produto ou serviço. A base desta lei vem para citar os dois fatores que influem no preço de um produto, fator quantitativo e qualitativo.
Valores qualitativos: valor não expressado diretamente em número, pode ser atribuído a um crescimento de consumo em algum produto, que por sua vez pode ser devido a monopólio natural(concessionárias de energia elétrica), necessidades e desejos pessoais(carros,moda, beleza, alimentos, etc.) ou também por questões de economia individual(por exemplo, a procura do álcool, que foi ou é mais barato que a gasolina). Embora não possa ser expressado em números diretamente, institutos de pesquisa demografica e associações do comércio disponibilizam de gráficos que ilustram crescimentos de consumo em certos produtos.
Valores quantitativos: valor expressado diretamente em número, existem diversas razões para o preço se mover influenciado por este fator. Para que seja simples o raciocinio, quebramos este fator em oferta e demanda.
Oferta: é quanto um fornecedor está disposto a oferecer ao mercado, a um determinado preço. A relação entre a quantidade produzida e o preço que o mercado está disposto a pagar pelo produto, depende de vários factores, que são determinantes para a maior ou menor rigidez da função que estabelece a relação entre a variação do preço e a variação da respectiva quantidade oferecida.
Demanda: é a quantidade de produto, que o mercado está disposto a consumir, a um determinado preço. As relações de variação entre preço e quantidade, dadas pela função procura, são igualmente válidas, conforme descrito para função oferta (demanda).

Situações de Mercado

Existe no entanto, situações onde o mercado age de maneira diferente do explicado acima. Devido a isso, devemos ir mais adentro da lei e nos concentrarmos nas decisões de cada uma das partes, principalmente a oferta.
A oferta: pode aumentar ou diminuir de preço conforme aumenta a quantidade.
A oferta pode sim agir para os dois lados, e é inevitável que seja analisado junto com a demanda para um integro entendimento.
A oferta aumenta a quantidade para que seja atendida toda a demanda.
A oferta deve aumentar os preços até se igualar a demanda, pois ela precisa produzir mais, e para ter uma produção crescente deve-se ter um lucro crescente.(este fenomeno é a causa número um de inflação).
Ao se igualar com a demanda a oferta reduz seus preços (deflação). Quando a demanda fica inferior, a oferta reduz mais os preços para que haja um ponto de entendimento caracterizado pelo cruzamento das linhas.

Teorias do Valor de um Bem

Há teorias divergentes, quanto a forma como se chega ao valor de equilibrio para um bem. Dentre elas encontram-se:
• Teoria do valor-utilidade: visao utilitarista, pra quem o valor de um bem se forma pelo lado da demanda, pela satisfação que o bem representa para o consumidor.
• Teoria do valor-trabalho: o valor de um bem se forma pelo lado da oferta, mediante os custos do trabalho incorporado ao bem e o tempo gasto na produção.

Conclusão
Em suma, a lei da oferta e demanda sugere que quem determina o preço são os consumidores, numa estrutura de mercado perfeito, de concorrência monopolística ou de oligopólio não cooperativo. Se estivermos em presença de uma estrutura de mercado, de oligopólio cooperativo (cartel) ou monopólio, tal situação não se verifica, casos em que a oferta do mercado é o da industria que detém o monopólio ou das poucas industrias que detêem o oligopólio cooperativo. Eles decidem quanto querem comprar e a que preço, e os fornecedores só podem é concordar com as exigências e decidem quanto vale a pena produzir para vender ao preço dado pelo consumidor. Para um entendimento mais profundo, considere as linhas do gráficos como uma pessoa(demanda) e um cachorro(oferta), a oferta sempre vai se aproximar da demanda a fim de vender seu produto. A decisão dos donos das indústrias é baseada nestes gráficos, nos planos da concorrência, épocas do ano(ventiladores, ar condicionado, aquecedor), fatores culturais, geográficos, e ambientais. Estes assuntos não são propriedade deste tópico, mas todos que querem compreender mais sobre economia devem procurar informações sobre.
Por - Idaildo Souza

28 de abr de 2010

Avaliação N1 em 06/05/2010

Estudantes do 3º Período - 2010.

Conforme programação, no dia 06/05 (quinta-feira) realizaremos a avaliação final para composição da N1.

Agendem para não esquecerem!