2 de out. de 2009

O Direito e Você

Para nos brasileiros o Direito é sempre deixado em segundo plano, somente sendo necessário quando ocorrem eventos, ao qual seja necessária a contratação de profissional na área jurídica, quase sempre com o objetivo de remediar uma situação que poderia ter sido prevista.

Dos ramos do direito, o mais marginalizado sempre fora a área trabalhista, ao que deveria ser o mais importante e de pleno conhecimento de todos; logo sua colocação em segundo plano leva tanto empregados como empregadores a pagarem mais pelo seu desconhecimento.

É comum o debate sobre essa ou aquela Lei que ganha popularidade com a massiva exposição da mídia, como a “Lei Seca” ou “CPMF” entre outras que em tese abrangem um maior contingente da sociedade, ou fere de algum modo o que a sociedade entende como direito.

Um ponto errôneo de pensamento é o “achismo”, onde ao ouvir falar de uma norma legal a pessoa acha que sua aplicação será essa ou aquela, sem efetivamente ter o real contato e compreensão da mesma, ex: A Lei que aumenta a licença maternidade de 120 para 180 dias, em geral é deduzido que será um direito a todas as empregadas, entretanto o mesmo não obriga os empregadores, deixando em aberto a escolha de sua aplicação com a possibilidade de dedução no imposto de renda do ano posterior.

Outro ponto é a existência de uma carga extremamente excessiva de leis, decretos, portarias, etc.; que confundem o verdadeiro conhecimento do que é permitido e do que é proibido. Esse desconhecimento sobre o real direito, muitas vezes tem um custo muito elevado, que a priori poderiam ser evitados, com a atualização diária e o esclarecimento de dúvidas resultantes da aplicação das normas.

Vindo esclarecer tanto o trabalhador como os empregador foi criado o Portal Nacional de Direito do Trabalho, que visa esclarecer a constante evolução do Direito Trabalhista no Brasil, ao quais as normas podem ser explicadas com perguntas aos nossos consultores, outro ponto é o conhecimento de qual a tendência de entendimento de nossos julgadores, bem como a posição de nossos doutrinadores sobre esse ou aquele tema.

26 de set. de 2009

Do homem que mandou Hildebrando pra cadeia: "Espero que ele leia a Bíblia na prisão"

Altino Machado
Na segunda-feira, 21, quando sentar no banco dos réus para ser julgado pelo "crime da motosserra", o ex-deputado Hildebrando Pascoal haverá de ser atormentado pela lembrança do procurador da República Luiz Francisco Fernandes de Souza, 47 anos, principal responsável por desarticular a organização criminosa da qual era o líder e que submeteu o Acre ao terror e barbárie nas décadas dos 1980 e 1990.Luiz Francisco estava com 33 anos quando desembarcou em Rio Branco para chefiar o Ministério Público Federal no Acre. Obcecado por deter as ofensivas de Pascoal e seu bando, chegava a passar dias e noites sem tomar banho, alimentando-se precariamente. Exausto, se recolhia por no máximo três horas num quarto que se limitava a precário banheiro, minúsculo guarda-roupa, rádio de pilha e colchão no chão.O procurador nasceu em Brasília, é ex-seminarista da Ordem dos Jesuítas, ex-bancário e ex-sindicalista. Dias antes de ingressar no Ministério Público Federal, em 1995, cancelou a filiação ao PT, fez as malas e veio para o Acre para a sua primeira e mais espetacular ação como símbolo de uma geração de procuradores destemidos que despontava no país.Luiz Francisco, como é mais conhecido, continua o mesmo: solteiro, mas há dois anos deixou a casa dos pais, financiou a compra de uma casa e pilota o terceiro fusca (dois foram roubados) de sua vida. Continua desengonçado, não suporta gravata e seus ternos pedem socorro.Na segunda-feira, a partir de seu escritório em Brasília, o procurador regional do Distrito Federal estará antenado no andamento do julgamento do ex-deputado que mandou para a cadeia.Diz que não guarda rancor de Hidebrando Pascoal e espera que seja condenado mais uma vez.- Espero também que ele, na prisão, pegue a Bíblia, leia, se acerte com Deus direitinho e possa até cuidar melhor da esposa e dos filhos dele. Ele e eu, quando morrermos, vamos nos encontrar com Deus. É bom que a gente tenha coisas boas para poder mostrar a Deus. O "diacho" é que foram muitos crimes que ele praticou. Claro que não tenho a menor raiva de ninguém, graças a Deus, e torço para que não aconteça nada de mal com ele. Eu só não gosto da impunidade. Quando uma pessoa é serrada viva, neste caso não pode ter impunidade.O procurador sempre esteve envolvido em diversas polêmicas, mas registra em sua carreira um fracasso nas denúncias que lançou contra Eduardo Jorge Caldas Pereira, secretário-geral da Presidência da República no governo Fernando Henrique.Eduardo Jorge foi absolvido das denúncias e o Conselho Nacional do Ministério Público reconheceu que ele fora alvo de perseguição política. Condenado a 45 dias de suspensão, Luiz Francisco recorreu, alega que o caso está prescrito, mas não se dá por vencido.- Na verdade Eduardo Jorge não foi inocentado porque ele nem chegou a ser investigado. Quebrei o sigilo dele três vezes. A investigação dependia disso, mas todas às vezes ele conseguiu suspender a quebra do sigilo.Leia os principais trechos da entrevista:
BLOG DA AMAZÔNIA - Você chegou ao Acre no dia 27 de junho de 1995 e retornou para Brasília no dia 12 de julho de 1996. Em um ano você desmobilizou e fez as denúncias que culminaram por levar Hildebrando Pascoal à prisão. Como se sente?
LUIZ FRANCISCO FERNANDES DE SOUZA - Foi um trabalho de equipe do qual participaram pelos menos 15 procuradores da República. Mas foi, acima de tudo, um trabalho em parceria com a sociedade organizada acreana, inclusive contigo, Altino. Também colaboraram outros jornalistas e pessoas como o bispo dom Moacir Grechi ou pessoas que romperam após trabalhar para Hildebrando Pascoal. Trabalhamos até com pistoleiros dele, que nos passavam informações. Pessoas bem próximas do Hildebrando, não suportaram as barbaridades que ele cometia e o entregaram. Foi um trabalho coletivo, não foi um trabalho meu. Até delegados, como o Carlos Bayma, nos ajudaram. Além disso, foi o trabalho dos jornalistas acreanos que levantaram tudo, o que inclui o pessoal da Gazeta, você, Página 20, todo mundo.
Você estava com apenas 33 anos. Foi a impetuosidade da idade que o fez se expor tanto contra uma organização criminosa?
Eu estava cercado de pessoas muito boas para fazer o trabalho, como Henrique Corinto, você, além de jornalistas como Charlene Carvalho e Angélica Paiva. Havia também o pessoal do Comitê Chico Mendes, a então deputada Naluh Gouveia. Eram vocês que faziam a minha linha de proteção. Eu não me expus tanto. Você se expôs bem mais porque esteve na toca da onça quando foi realizar aquela entrevista na casa dele. Por uma palavra ou outra, naquela ocasião ele poderia ter matado você, dar um tiro brincando porque é desequilibrado. Foi o mesmo risco ao qual se expôs o desembargador Gercino José da Silva, que presidia o Tribunal de Justiça. Foi um bom trabalho acreano.
De todas aquelas histórias envolvendo o crime organizado, qual o episódio que mais chocou a você?
Foi o seqüestro da Clerisnar, mulher do José Hugo, assassino de um irmão de Hildebrando. Ela foi seqüestrada com seus filhos e aquilo foi o que me fez mexer. Ela ficou nas mãos de seus algozes e foi levada para São Paulo. Chocou-me por pensar no sofrimento e agonia da mulher com os filhos.
Fiquei chocado mesmo quando você me chamou ao seu gabinete para mostrar as fotos do "Baiano" com os braços e pernas serrados, emasculado, com um prego na testa e crivado de balas.
Aquilo também me chocou. Para tirar aquelas fotos teve gente que arriscou a vida no Instituto Médico Legal. As fotos são decisivas. Qualquer pessoa com a mínima consciência passava a querer fazer alguma coisa.
Acredita que Hildebrando Pascoal possa ser absolvido pelo júri por causa do "crime da motosserra"?
Espero que não. Espero também que ele, na prisão, pegue a Bíblia, leia, se acerte com Deus direitinho e possa até cuidar melhor da esposa e dos filhos dele. Ele e eu, quando morrermos, vamos nos encontrar com Deus. É bom que a gente tenha coisas boas para poder mostrar a Deus. O "diacho" é que foram muitos crimes que ele praticou. Claro que não tenho a menor raiva de ninguém, graças a Deus, e torço para que não aconteça nada de mal com ele. Eu só não gosto da impunidade. Quando uma pessoa é serrada viva, neste caso não pode ter impunidade.
A defesa vai argumentar de que não existem provas de que foi Hildebrando Pascoal quem serrou o "Baiano" e que o ex-deputado é um preso político.
Existe um caminhão de provas, que mostram que ele estava envolvido e coordenou muito mais coisas. Acredito que o júri vai decidir de outra forma. Ele não tem nada de preso político. Os fatos que envolvem a família do Hildebrando, desde a morte da mãe dele, quando mataram um médico, capitão do Exército, porque julgaram que ele havia sido negligente no atendimento da mulher, é mais uma evidência de que cometiam crimes comuns. Não tem nada de crime político. Foram grandes crimes que foram cometidos e que a sociedade acreana se movimentou para livrar o Acre da barbárie. Eu ocupava um cargo que me permitia ser como um catalizador, alguém que estava na foz, onde desaguam as águas. Mas a reação contra ele veio da sociedade, de coronéis da PM que o denunciaram, de delegados antigos que depuseram contra ele, de pessoas que trabalhavam com ele dentro da casa dele e até de pistoleiros e traficantes.
Hildebrando já tem 88 anos de condenação. Vai morrer na prisão?
Ninguém pode ficar mais de 30 ano na cadeia. Mesmo que tenha mil anos de condenação, o teto é 30 anos. Alguns acham que isso é uma benesse, mas não é favor para os criminosos. Na Europa, em geral, as penas são de 10 a 20 anos. É irrisória a quantidade de pessoas que sobrevive a 30 anos de cadeia. Quase todos morrem após 20 anos de prisão. Quase ninguém consegue permanecer 30 anos preso.Um médico que já atendeu várias vezes Hildebrando nos últimos anos, disse que ele está destruído. Segundo o médico, ele é uma flor murcha, com problemas graves de diabetes, hiperpetensão, cardíaco, além de uma profunda depressão que o leva ao choro todos às vezes que é chamado de coronel.A pessoa, assim como um bicho, não foi feita para estar presa. A tendência é definhar, enfraquecer, enlouquecer. Por isso que o Hildebrando tem que encontrar a paz dentro do presídio. É muito importante que as pessoas que amam ele, o visitem, levem livros, para que ele possa resistir sem ficar doido. Após os 30 anos, ele tem o direito de sair, como todo preso brasileiro.
Algum temor por causa da atuação mais destacada para desmobilizar o crime organizado no Acre e mandar Hildebrando Pascoal para a prisão?
Eu nunca tive nenhum temor. A única vez que fui ameaçado no Acre aceitei como segurança apenas um rádio para comunicação direta com a Policia Federal. Durante a CPI do Narcotráfico, em 1999, fiquei 20 dias no Acre sob proteção da Polícia Federal. Quando voltei para Brasília, jamais pedi proteção. Continuo caminhando na rua normal. Se acontecer alguma coisa comigo, terei uma morte muito bonita, sem o menor problema. Caso Hildebrando ou qualquer outro queira me matar, é muito simples: contrata um pistoleiro e manda para cá porque a coisa mais fácil do mundo é me matar. Não tenho nenhuma segurança e sequer ando armado.
O Acre mudou após a prisão de Hildebrando?
Sim. Acho que o governo Lula mudou o país. Claro que poderia ter sido muito melhor. Poderia ter rompido não pagando a dívida pública externa, não aderindo à política financeira do PSDB, acabando com o latifúndio, erradicando o analfabetismo. Acho que o governo Lula poderia ter feito coisas que o presidente Hugo Chávez está fazendo na Venezuela. Pelo menos não está tendo entrega do patrimônio público no Brasil. Os projetos do Pré-sal, por exemplo, são todos eles para deixar que o Estado, a Petrobras e o povo brasileiro controlem a massa imensa de petróleo, onde a gente tinha reserva de 14 bilhões e vai ter agora de 114 bilhões. É uma riqueza gigantesca sob controle do povo brasileiro, enquanto o governo anterior pegou a Vale do Rio Doce, praticamente do mesmo tamanho da Petrobras, e entregou de graça por 3 bilhões. A Vale, que detém as maiores jazidas de ferro do Planeta.
Seus críticos dizem que você anda sumido do noticiário político-policial, que não atua contra a gestão do presidente Lula da mesma forma que atuava contra a gestão do então Fernando Henrique Cardoso. Como avalia?
Avalio muito bem. Minha pressão arterial caiu de 16 para 11. Eu nunca gostei de ficar no foco. O que sempre gostei foi de processar quem eu bem entendia. Lido com mais de 40 tipos de recursos de 14 estados com 62 milhões de pessoas - toda as regiões Norte, Centro-Oeste, mais Minas, Bahia, Maranhão e Piauí. É uma massa de trabalho enorme. Os últimos trabalhos que fiz foram a abertura da Cpi do Banestado e de procedimento contra Henrique Meirelles, presidente do Banco Central. Tenho muito orgulho disso, assim como tenho muito orgulho de ter feito o senador ACM renunciar. Aqui em Brasília eu levei três senadores à renúnica: Luiz Estevão, Joaquim Roriz e José Roberto Arruda. Me sinto muito bem por ter brigado contra essa gente. Sinto alegria de ter brigado contra Jorge Bornhausen e Fernando Henrique. É mentira quando dizem que não agi contra o governo Lula. É verdade que agi menos contra o governo Lula, mas porque o governo dele deu muito menos razão para a gente agir. Não foi apenas eu, mas o Ministério Público, de modo geral, processou bem menos o governo Lula do que o governo FHC. Mas isso é porque tem bem menos ilicitudes no atual governo.

21 de jun. de 2009

Bom ou ruim???

STF elimina a obrigatoriedade do diploma de Jornalista

O Supremo Tribunal Federal (STF) derrubou a obrigatoriedade do
diploma de Jornalista. Muitos diplomados não concordaram com a
posição do STF, pois os argumentos para tal decisão não têm
consistência. Foram argumentos sem nexo e comparações fúteis.

A decisão do STF deixou várias dúvidas aos
profissionais de comunicação como, por exemplo, não mais haver
necessidade de um jornalista responsável por um veículo de
comunicação? Pelo que parece a decisão eliminou esta
obrigatoriedade.

Pelas declarações de jornalistas e de entidades de classes
há uma certa perplexidade e frustração, já que esta decisão
anularia todo esforço e custo financeiro para a formação de um
profissional da área de Comunicação (Jornalista). Seria como se
tivessem ido por água abaixo.

Pois bem, gostaria de tecer alguns comentários: é
importante primeiramente saber como se deu a interpelação junto à
Justiça sobre o assunto. Isto é, a Justiça teria que dar um
veredicto Sim ou Não? Pois, caso a interpelação fosse cercear o
direito das pessoas sem curso contribuírem com matérias
jornalísticas, então a decisão do STF teria de fato ser Não,
pois há muitas pessoas intelectuais que podem expressar suas
opiniões e ajudar na construção da formação de opinião,
exprimindo seus pontos de vista, pessoas estas, que não tenham um
curso específico de Jornalismo. Portanto, se o processo o qual foi
julgado proibiu tal procedimento, a Justiça agiu corretamente.

No entanto, se no processo não havia tal questionamento a
eliminação da obrigatoriedade foi negativa, pois abaixou o nível
do Jornalista, isto é fato. Pois entendemos que formação
profissional é um requerimento básico para o conhecimento e
melhoria do profissional, independente a área de atuação. Por
exemplo, como alguém vai atuar numa área simplesmente porque tem
certo dom para tal profissão sem aperfeiçoamento? É preciso
conhecimento teórico; este é um pré-requisito fundamental na
área da Comunicação.

Um jornalista precisa saber escrever, ter poder de síntese,
saber entrevistar para que possa passar corretamente a notícia. Ter
formação ainda que básica de Filosofia, Sociologia, Antropologia,
Lingüística, de Português, etc. O jornalista se inicia no campo
de trabalho, e com o tempo sua própria experiência de atuação,
sua formação e capacitação teórica o faz ser crítico, enfim
o faz ser um formador de opinião.

É também preciso dizer que o curso de Jornalismo é
apenas técnico, isto é, o prepara para exercer a profissão,
não dá a ele o poder de manipular a informação. Pois dentro do
mundo jornalístico, na maioria das vezes o jornalista é apenas uma
célula colhedora de matérias, que faz a editoração, no entanto,
passa pelo crivo da aprovação de seu superior. Enfim, não é ele
quem publica, mas é publicado segundo a ideologia e a linha
editorial da empresa.

Em suma, é difícil emitir opinião favorável ou
não à decisão do STF sem conhecer o teor processual a que foi
julgado, e, se a decisão que deveria haver não abriria espaço
para que houvesse um meio- termo sem que cerceasse o direito
democrático de expressão, simplesmente pela falta de um diploma.
(Ataíde Lemos)

8 de jun. de 2009

Economia e o mundo

A reflexão sobre os processos atualmente em curso no sistema mundial, aponta uma inegável transição desde a década de 1960, que corresponde ao esgotamento do ciclo sistêmico de acumulação de capital dominado pelos Estados Unidos, evidenciado no Segundo Pós-Guerra. Essa transição representaria a fase terminal do sistema histórico cujos primeiros passos ocorreram na Europa Ocidental cinco séculos atrás. Não obstante a diferença de perspectiva, ambos os enfoques convergem ao destacar o mundo asiático na arquitetura econômica e política que toma forma em escala planetária. É clara a sugestão de que um próximo ciclo sistêmico e mesmo um outro sistema histórico venham a ostentar a Ásia. Nos anos 1980 o desempenho industrial e comercial japonês nutriu esse entendimento. Nos 1990, início do século XXI, a China aparece como principal fonte inspiradora. Mas também a Índia é um interessan e caso a ser observado.
A China desponta pelo peso específico adquirido na economia mundial, tanto que acelerações ou desacelerações no plano interno repercutem ampla e velozmente. É pela atração de investimentos diretos externos que esse país realmente surpreende. É importante destacar que a China não atrai só atividades de baixo valor agregado mobiliza mão-de-obra de escassa qualificação. Empresas de setores de alta tecnologia têm se voltado para o país, atraídas pela oferta de engenheiros de boa formação e pelos incentivos incrustados nas Zonas Econômicas Especiais criadas pelo governo.
A Índia também tem figurado nas manchetes pelo fato de magnetizar os interesses de empresas ocidentais. Em parte isso se traduz no deslocamento de para o país, centrais de atendimento em que os clientes de empresas e bancos globais, procuram, além de fazer compras, soluções para problemas técnicos e informações de diversos tipos. Os baixos salários e o uso corrente e disseminado do idioma inglês na Índia ajudam a explicar essas transferências. Mas o essencial é que numerosas empresas vêm deslocando atividades de tecnologia avançada, como se observa no segmento de, a principal delas. Inicialmente eram transferidas tarefas que representavam menor valor agregado, abrangendo adaptação de programas e prestação de serviços.Hoje, empresas líderes instalam unidades de pesquisa e desenvolvimento utilizando amplamente a capacidade técnica local, sobressaindo nesta, engenheiros indianos formados no exterior e com passagens como Silicon Valley.
Não surpreende, que China e Índia freqüentem o estridente noticiário.

10 de mai. de 2009

Economista com especialização em Desenvolvimento Regional

 
Idaildo Souza, 35 anos, nasceu em Manaus e está no Acre desde os primeiros anos de vida.
Possui conhecimentos sobre setores produtivos do Acre, além, de movimentos sociais.
Graduado como Bacharel em Ciências Econômicas em 2002 na Universidade Federal do Acre. A mesma instituição lhe conferiu o Título de Mestre em Desenvolvimento Regional no ano de 2008.
Atua como Professor e Pesquisador, além de realizar consultorias na área econômica, envolvendo os setores produtivos locais.
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3 de mai. de 2009

MATERIAL PARA CONCURSO

APROVEITA A OPORTUNIDADE. TENHO MATERIAL (APOSTILAS) EM PDF PARA CONCURSO PUBLICO. SE VOCÊ PASSA MUITO TEMPO COM SEU PC, APROVEITA. VAMOS NEGOCIAR. DESSA FORMA VOCÊ TIRA ALGUMAS HORAS POR DIA E SUA CHANCE VAI AUMENTAR.

CASO ESTEJA INTERESSADO, MANDA E-MAIL.


VOU AGUARDAR SEU CONTATO.

MATERIAL ATUALIZADO!!!


BOA SORTE!! ALIÁS,

FAÇA SUA SORTE !!!

Para iniciar seu programa favorito automaticamente ao ligar o seu PC

Engraçado como o nosso PC é cheio de ferramentas que mal conhecemos.
Sabe como fazer com que um ou mais programas sejam abertos automaticamente toda vez que você iniciar o Windows?

É impressionantemente impressionante o número de pessoas que desconhecem a pasta de inicialização automática... Ela existe desde os primórdios, Windows 95 e NT 4.0!

Ideal por exemplo para abrir o navegador automaticamente em lan houses, bibliotecas, o programa de gerenciamento de caixa em comércios, o programa educativo na escola, o MSN Messenger no PC dos viciados... No menu “Iniciar > Programas” existe uma pasta chamada “Inicializar”. Nas versões mais antigas do Windows ela chamava “Iniciar”. Tudo o que estiver dentro dela é iniciado junto com o Windows, mais precisamente quando um usuário fizer logon no sistema e o explorer já tiver sido carregado.

Basta colocar atalhos para os programas desejados dentro dela! Para isso... Clique com o botão direito do mouse no atalho ou no executável do programa que você quer iniciar automaticamente. Segurando, sem soltar, arraste o ícone para cima do botão “Iniciar”, e espere, sem soltar o botão, que o menu Iniciar irá se abrir. Arraste o item até o menu “Todos os programas”. Quando ele se abrir, arraste o item até a pasta “Inicializar” (ou “Iniciar”). Quando estiver pronto, dentro dela, solte o botão - veja que você só deve soltar agora, e arraste o arquivo com o botão direito! Aparecerá um menu com os itens “Copiar aqui”, “Mover para cá” e “Criar atalho aqui”. Clique na opção “Criar atalho aqui”. Pronto!

Se você tiver dificuldades em arrastar como citei, faça isso então: no menu Iniciar, abra o item "Programas" e clique com o botão direito na subpasta "Inicializar". Escolha "Abrir". Ela será aberta numa janela de pasta, como outra qualquer. Basta colocar os atalhos dos programas aí dentro! Prefira colocar atalhos, não os programas em si (".exe"), pois muitos dependem de outros arquivos para serem rodados, por isso eles ficam em pastas separadas.

Para fazer com que o programa pare de carregar automaticamente, basta excluir esse atalho (clique nele com o botão direito do mouse e escolha “Excluir”). É isso!

Assim você poupa uns cliques toda vez que liga o micro, se você sempre abre um mesmo programa primeiro, isso é muito útil... Teoricamente não há limite no número de programas que podem ficar nessa pasta e, portanto, serem iniciados automaticamente. Ela é uma pasta como outra qualquer, e os atalhos não são nada mais nada menos do que arquivos! (de extensão oculta, “.lnk”).

Mas tome um certo cuidado, afinal se você deixar muita coisa abrindo automaticamente, a inicialização ficará mais lenta e você terá de esperar mais para poder começar a usar o computador com conforto.

30 de abr. de 2009

O Consagrado!!!

Ele não esquece!!!

Charge
Edvaldo Magalhães - 30 de abril de 2009

"gripe suina" resulta de transgenicos de empresa milionaria !!!


É a doença originada do agronegócio internacional. Eu sempre insisto aqui neste blog Diário Gauche que o nome que se dá a coisas, objetos, projetos, episódios e até a doenças é muito importante.Vejam o caso dessa epidemia mundial de gripe viral. Estão chamando-a – de forma imprópria – de gripe suína. Nada mais ideológico. Nada mais acobertador da verdade. O vírus dessa gripe se originou da combinação de múltiplos pedaços de ADN humanos, aviários e suínos. O resultado é um vírus oportunista que acomete animais imunodeprimidos, preferencialmente porcos criados comercialmente em situações inadequadas, não-naturais, intensivas, massivas, fruto de cruzamentos clonados e que se alimentam de rações de origem transgênica, vítimas de cargas extraordinárias de antibióticos, drogas do crescimento e bombas químicas visando a precocidade e o anabolismo animal.Especulações científicas indicam que o vírus dessa gripe teve origem nas Granjas Carroll, no Estado mexicano de Vera Cruz. A granja de suínos pertence ao poderoso grupo norte-americano Smithfield Foods, cuja sede mundial fica no Estado de Virgínia (EUA).A Smithfield Foods detém as marcas de alimentos industriais como Butterball, Farmland, John Morrell, Armour (que já teve frigorífico no RS e na Argentina), e Patrick Cudahy. Trata-se da maior empresa de clonagem e criação de suínos do mundo, com filiais em toda a América do Norte, na Europa e China.Deste jeito, pode-se ver que não é possível continuar chamando a gripe de “suína”, pois trata-se de um vírus oportunista que apenas valeu-se de condições biológicas ótimas – propiciadas pela grande indústria de fármacos, de engenharia biogenética, dos oligopólios de alimentos e seus satélites de grãos e sementes. Todos esses setores contribuiram com uma parcela para criar essa pandemia mundial de gripe viral.O nome da gripe, portanto, não é “suína”. O nome da gripe é: “gripe do agronegócio internacional” – que precisa responder judicialmente o quanto antes – urgentemente – pela sua ganância e irresponsabilidade com a saúde pública mundial.Leia o dossiê sobre a transnacional Smithfield Foods aqui (em inglês).

27 de abr. de 2009

Arranjos Sistemicos - O Futuro!

A reflexão sobre os processos atualmente em curso no sistema mundial,aponta uma inegável transição desde a década de 1960, quecorresponde ao esgotamento do ciclo sistêmico de acumulação de capitaldominado pelos Estados Unidos, evidenciado no Segundo Pós-Guerra.Essa transição representaria a fase terminal do sistema histórico cujosprimeiros passos ocorreram na Europa Ocidental cinco séculos atrás. Não obstante a diferença de perspectiva, ambos os enfoques convergemao destacar o mundo asiático na arquitetura econômica e política quetoma forma em escala planetária. É clara a sugestão de que um próximo ciclo sistêmico e mesmo um outro sistema histórico venham a ostentar aÁsia. Nos anos 1980 o desempenho industrial e comercial japonês nutriu esse entendimento. Nos 1990, início do século XXI, a China aparececomo principal fonte inspiradora. Mas também a Índia é um interessantecaso a ser observado. A China desponta pelo peso específico adquirido na economia mundial, tanto que acelerações ou desacelerações no plano interno repercutem ampla e velozmente. É pela atração de investimentos diretos externos que esse país realmente surpreende. É importante destacar que a China não atrai só atividades de baixo valor agregado mobiliza mão-de-obra de escassa qualificação. Empresas de setores de alta tecnologia têm sevoltado para o país, atraídas pela oferta de engenheiros de boa formaçãoe pelos incentivos incrustados nas Zonas Econômicas Especiais criadas pelo governo. A Índia também tem figurado nas manchetes pelo fato de magnetizar os interesses de empresas ocidentais. Em parte isso se traduz no deslocamento depara o país, centrais de atendimento emque os clientes de empresas e bancos globais, procuram, além de fazercompras, soluções para problemas técnicos e informações de diversostipos. Os baixos salários e o uso corrente e disseminado do idioma inglês na Índia ajudam a explicar essas transferências. Mas o essencial é que numerosas empresas vêm deslocando atividades de tecnologia avançada, como se observa no segmento de, a principal delas. Inicialmente eram transferidas tarefas que representavam menor valoragregado, abrangendo adaptação de programas e prestação de serviços. Hoje, empresas líderes instalam unidades de pesquisa edesenvolvimento utilizando amplamente a capacidade técnica local, sobressaindo nesta, engenheiros indianos formados no exterior e compassagens porcomo Silicon Valley.Não surpreende, que China e Índia freqüentem o estridente noticiário

Engenheiros,Administradores ou Economistas?


Até 1945, os cursos de Economia no Brasil ofereciam formação diversificada e prática naárea de economia e finanças, abrangendo disciplinas como geografia econômica,administração, contabilidade, direito, história econômica, estatística, finanças. Com a reforma do Ministro Capanema, em 1945, o curso ganhou caráter especializado, predominando as disciplinas teórico-quantitativas dasáreas de micro e macroeconomia, econometria e planejamento,oferecendo quadros de pessoal para o Estado desenvolvimentista e keynesiano do pós-guerra. O fim do regime militar originou o novocurrículo em 1984, com abertura para as demais ciências sociais(Sociologia, História, Direito etc.) e para os outros paradigmas econômicos (Economia Clássica, Marxista, Neoclássica, Keynesianaetc.). As novas diretrizes curriculares recentemente aprovadas peloConselho Federal de Educação (ainda não homologadas) definem nova ordem para o curso: flexibilidade para atender vocações regionais enovas formas de aprendizado.Destacam-se dois princípios norteadores: a) preservar a forte baseteórico-quantitativa (aprendida em livros e disciplinas); b) acentuar odesenvolvimento de competências e habilidades em ambientes extraclasse (laboratórios, estágios, pesquisas, grupos de estudo,atividades de extensão, trabalhos extraclasse etc.), especialmente mediante instrumentos de aprendizado proporcionados pela tecnologiada informação. O sucesso dos cursos de Economia dependerá da ênfasea uma nova dinâmica de aprendizado, articulando o conhecimento estruturado do meio científico ao conhecimento tácito e ao aprendizadode habilidades, este adquirido através de interações com a realidade local.
Adaptado de José Antônio Nicolau - Chefe de Departamento e Coordenador do Curso de Ciências Econômicas Da UFSC - Universidade Federal do Estado de Santa Catarina.

23 de abr. de 2009

A vez do setor de Alimentos e da Panificação de Rio Branco

Segundo o Sindicato das Panificadoras do Estado do Acre (Sindpan), no município de Rio Branco, 24 é o numero de filiadas nesta cidade, contudo 4 delas não concluíram sua filiação. Para o Sindicato de Indústrias Alimentares do Estado do Acre (Sindpal), o numero de filiadas na capital é de 17, sendo 2 de grande porte e 15 de pequeno porte. Dessa forma, o setor de alimentos e panificação no município de Rio Branco, possui 39 unidades filiadas a seus respectivos sindicatos.
O setor de panificação faz parte do ramo alimentício, contudo, há uma separação organizacional, onde o SINDPAN atua de maneira autônoma e independente do SINPAL. Em função disso, teremos, para efeito de trabalho, o setor de alimentos e o setor de panificação como setores quem compõe o objeto da citada consultoria.
O setor de alimentos está composto por diversas empresas, sendo elas do ramos de água mineral, massas, bebidas, laticínio, sorveteria, gelo, hortaliças, nozes e doces. O setor de panificação, por sua vez, esta composto por empresas do ramo de pães em geral e confeitarias.
Apesar de formado, a grande maioria, por Pequenas e Médias Empresas (PMEs), os dois setores apresentam-se com uma extensa lista de diversificação de produtos e com localização diversa no município de Rio Branco. O setor de panificação apresenta-se em quase todos os bairros, contudo, o número de empresas filiada é bastante inferior ao de existentes, mesmo não tendo o número total.
Atualmente a crescente preocupação com a melhoria da qualidade e segurança dos alimentos, bem como, a oportunidade de desenvolvimento econômico com geração de emprego e renda para o município e, conseqüentemente, para o estado do Acre, tem levado as instituições públicas e privadas ao desenvolvimento e utilização de diversos sistemas, programas de qualidade e projetos específicos voltados para os diversos setores da economia acreana. Muitas vezes, a intervenção desses setores, tem sido por meio de redes de desenvolvimento ou apenas parcerias institucionais com foco na eficiência e eficácia de suas ações.
Nesse contexto, diversas são as instituições que podem somar na busca da eficiência e da eficácia das ações voltados para os setores de panificação e alimentos. Considerando o foco de atuação, foram listadas diversas entidas como: a Federação das Indústrias do Estado do Acre (Fieac/Iel), o Sindicato das Indústrias de Produtos Alimentares do Estado do Acre (Sinpal), o Sindicato das Indústria de Panificação do Estado do Acre (Sindpan), o Serviço Social da Indústria (Sesi), o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), a Agencia de Vigilância Sanitária do Estado (ANVISA), o Banco de Desenvolvimento da Amazônia (BASA), a Fundação de Tecnologia do Acre (FUNTAC), a Unidade de Tecnologia de Alimentos da Universidade Federal do Acre (UTAL/UFAC), a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SEMEIA) e o Instituto de Meio Ambiente do Acre (IMAC), dentre outras que deverão ser identificadas no decorrer da consultoria.
O trabalho do IEL, por meio da FIEAC já garantiu a criação e o funcionamento dos Sindicatos desses dois setores. A instituição se apresenta com proposta inovadora baseada em idéias centradas na interação escola/indústria como eixo de um desenvolvimento afinado com as tendências do mercado acreano e o mundial, com os valores da livre iniciativa. O SINPAL, já vem atuando em conjunto com o IEL e principalmente com o SEBRAE/AC. Essa parceria já vem resultando em atividades de capacitação voltada para o Setor de Alimentos. Outra entidade importante é a UTAL/UFAC que tem o papel de desenvolver e/ou adaptar tecnologias para aproveitamento e conservação de matérias primas alimentares, além de prestar assessoria e consultoria técnicas as indústrias de alimentos. Tal instituição já vem atendendo com muita freqüência empresas do ramo de alimentos, como é o caso da Monte Mário e Verágua e estando aberta para a comunidade em geral, já que atua de maneira geral nas áreas de saúde e alimentação.
Dessa forma, a rede de desenvolvimento de ações ou parceria institucionais visa acima de tudo responder a diversas preocupações que vão desde aquelas voltadas ao ambiente de gestão das empresas, a gestão financeira das instituições governamentais e não governamentais, até os consumidores, que requerem bem estar, sendo esse, expresso também por qualidade e preço e trabalhadores que necessitam de empresas fortes e estáveis, com capacidade de crescimento, inclusive durante os processos de crise econômica.

22 de out. de 2008

Cidade sem população

Epitaciolândia é uma das cidade acreanas que, pelo menos por duas vezes, quase vira municipio. Mas foi apensa com o Governador Edmundo Pinto que virou a Epitaciolândia. Isso não impediu de, ao ser oficializada municipio, ficar sem "população". O fato é que não havia cartório, muito menos maternidade. Os nascidos por lá, iam pra maternidade em Brasiléia e eram registrado no cartório da mesma cidade. Mas hoje, tudo é diferente. O progresso chegou!! Parabéns Epitaciolândia e seus residentes.

Era pra ser Brasília

A cidade conhecida por Brasiléia, primeiramente se chamou Brasília. Mas não podemos esquecer que há hierarquia de poder. Pois é, Brasília acreana teve se nome mudado por ordem no governo federal. Assim, ficou como a conhecemos hoje: Brasiléia.

Relevância da história

Estamos vivendo momentos que deverão implicar em um futuro bem diferente daquele que pensavamos a dez anos atrás. A nova modalidade de gestão e poder, presente na administração acreana, é a responsável por essa mudança. Parabéns, caso obtenham sucesso, e mesmo que não tenham o novo modelo já se mostrou eficiente em diversos aspectos. Contudo, os gregos e egípcios também lograram êxito e apenas sucumbiram medianta a ordem natural da vida e, relevante também, pelo fato de buscar aumentar o poder sem melhorar a gestão politica e administrativa. Até agora tudo bem. Espero que o erro do passado não seja repetido no presente e afete o futuro, afinal, temos que pensar naqueles que virão e não apenas nos que aqui estão.

IDAILDO SOUZA